COI volta a descartar cancelamento ou adiamento dos Jogos Olímpicos

  • Por Jovem Pan
  • 04/03/2020 17h26 - Atualizado em 05/03/2020 08h45
IOC / Greg MartinO presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, descartou o adiamento ou até mesmo cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, marcados para julho.

O dirigente concedeu entrevista coletiva nesta quarta após a última reunião do Comitê Executivo do órgão em Lausanne, na Suíça. “Eu posso dizer a vocês que, na reunião do Comitê Executivo do COI, as palavras ‘cancelamento’ e ‘adiamento’ não foram mencionadas”, afirmou.

Questionado sobre o porquê da confiança na realização do evento, que deve acontecer de 24 de julho a 9 de agosto, Bach respondeu rapidamente. “Porque nós conversamos com especialistas”. “Nós somos uma organização esportiva e nós seguimos os conselhos da Organização Mundial da Saúde [OMS].”

Em razão da preocupação com o novo vírus, a própria Suíça, onde fica o COI, decidiu banir reuniões públicas com mais de mil pessoas até meados de março, numa tentativa de conter a expansão do vírus pela Itália. “Não vou acrescentar combustível ao fogo da especulação”, declarou Bach, ao se esquivar de algumas perguntas.

Eventos-teste e classificatórias para os Jogos Olímpicos foram cancelados em meio ao surto do coronavírus. “Temos desafios agora com os torneios pré-olímpicos”, admitiu Bach. “É desafiador, sim, mas ao mesmo tempo posso fazer que estou muito orgulhoso do movimento olímpico pela solidariedade e flexibilidade que todos demonstraram diante destes desafios, de forma a garantir a realização dos torneios.”

Ele lembrou que a preocupação com doenças às vésperas de uma Olimpíada não são novidade. “Tivemos uma situação em que não sabíamos se teríamos Jogos na península da Coreia [Jogos de Inverno de Pyeongchang-2018]. E, antes do Rio-2016, havia as especulações sobre o vírus da zica.”

Até o momento, o coronavírus já contaminou mais de 92 mil pessoas e fez mais de 3,1 mil vítimas.

* Com Estadão Conteúdo