Com expulsão, 6 gols e sufoco, Palmeiras empata com Rosario e ganha sobrevida

  • Por Jovem Pan
  • 06/04/2016 23h48
O nome do jogo

O Palmeiras segue vivo na Libertadores – pero no mucho. O time de Cuca precisava vencer o Rosario Central chegar à última rodada da primeira fase com chances de classificação, mas, em um jogo típico do torneio sul-americano, com viradas, expulsões, catimba e muita emoção, empatou em 3 a 3 na Argentina. Agora, dependerá de uma combinação de resultados para ficar na segunda colocação do Grupo 2.

Cuca contrariou aqueles que se entusiasmaram com o 4-4-2 da equipe na vitória sobre o Corinthians e colocou três zagueiros em campo. Logo aos 18 segundos a estratégia mostrou que não era defensiva: após bola lançada na área, a defesa argentina se atrapalhou e Gabriel Jesus dividiu com o goleiro, na primeira chance de gol. Pouco depois, o garoto foi melhor. Robinho tentou tabela com Alecsandro, Musto tentou cortar e fez uma assistência para Gabriel Jesus, que teve frieza para tocar na saída de Sebastián Sosa e abrir o placar.

Com a vantagem, o Palmeiras recuou e passou a deixar o Rosario tocar a bola na intermediária, sem conseguir pressionar. Em um momento mais perigoso, Ruben sairia na cara do gol, mas Thiago Martins apareceu para cortar. Minutos depois, Alecsandro abriu para Jean na direita e foi para a área arriscar um voleio, que o goleiro defendeu. Em resposta, Lo Celso cobrou falta e obrigou Fernando Prass a espalmar para escanteio. Na cobrança, a bola foi desviada dentro da área e Ruben por muito pouco não conseguiu mandar para dentro.

As faltas traziam problemas ao alviverde, e uma delas foi mortal. Donatti cobrou pela direita, a bola desviou em Robinho e matou Prass. Mais animado, o time da casa foi para cima e quase virou o placar em jogada de Lo Celso, que cortou a marcação e bateu forte para defesa do goleiro palmeirense. Quando vivia seu pior momento na partida, o Verdão usou da mesma arma que o vitimou para passar à frente. Robinho cobrou falta da intermediária e Gabriel Jesus apareceu sozinho na área para cabecear e fazer 2 a 1.

Na movimentada primeira etapa ainda houve tempo para mais um susto. Cervi cobrou falta da direita, Herrera cabeceou e Prass fez grande defesa. Após o apito do árbitro, houve um princípio de confusão no gramado. Na volta do intervalo, impaciência porque o Palmeiras demorou a voltar do vestiário. E voltou bem: logo aos 2 minutos Gabriel Jesus foi lançado em contra-ataque e acertou a trave. No rebote, Robinho bateu para defesa do goleiro. O mesmo Robinho ainda tentou aproveitar, mas errou passe na área e desperdiçou mais uma vez a chance de ampliar.

Pouco depois, o preço foi pago. Em nova cobrança de falta, a bola foi rolada para Cervi na esquerda. Livre, ele tocou na saída de Fernando Prass e deixou tudo igual novamente. A complicada situação virou pesadelo minutos depois. Em cobrança de escanteio, o árbitro pegou um puxão de Vítor Hugo e marcou pênalti. Marco Rúben bateu rasteiro, venceu Prass e virou o placar. Pouco depois, Egídio cruzou na área, Edu Dracena cabeceou e acertou o travessão.

A situação, que já era dramática, piorou quando Gabriel Jesus perdeu a paciência e chutou o adversário na frente do árbitro. Foi o bastante para ser expulso. Só que ainda não havia acabado. Egídio cobrou falta pelo meio e Lucas Barrios, impedido, bateu de primeira pelo lado direito para fazer 3 a 3. O empate não era o resultado que o time argentino queria e, com um a mais, ele se lançou ao ataque. Mas havia Fernando Prass no caminho. Em um dos lances de sufoco, o herói alviverde se lançou aos pés de Hernández para impedir o que seria o gol da eliminação definitiva.

O empate leva o Palmeiras a cinco pontos no grupo, contra oito de Rosario e Nacional. Nesta quinta-feira, o River Plate-URU recebe o Nacional. Na última rodada, o Verdão precisará vencer o River e torcer para que o Rosario perca para o Nacional.