Com mudanças, Brasil pega o Peru para sair da mediocridade e manter retrospecto

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2015 16h07
NEymar segue no comando do Brasil

Apesar de o empate diante da Argentina, no Monumental de Núñez, ter sido considerado um bom resultado, a Seleção Brasileira ainda está devendo nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. A nova chance de mudar essa impressão e garantir mais estabilidade para o técnico Dunga é a partida desta terça-feira (17) contra o Peru, na Fonte Nova, em Salvador.

Para isso, o Brasil conta com novidades no time titular e um retrospecto bastante favorável contra os peruanos. Além disso, outros pontos do duelo chamam a atenção – confira cada um deles abaixo.

Quem vai rodar para Douglas Costa entrar?

Ao contrário do que queriam muitos jornalistas e torcedores, Douglas Costa começou o clássico contra a Argentina no banco de reservas. Quando entrou em campo, justificou a preferência ao participar do gol de empate do Brasil. Contra o Peru, o atacante do Bayern de Munique deve ser titular. Ele pode jogar como ponta-esquerda, no lugar de Neymar, que passaria a jogar com mais liberdade pelo meio. Assim, Lucas Lima ou Ricardo Oliveira sairiam do time para dar lugar ao camisa 10. Resta saber qual deles será o escolhido para esquentar o banco.

Gil como titular

Para a alegria dos corintianos, Gil, um dos quatro jogadores do Timão convocados, será titular diante do Peru. O zagueiro entrará no lugar de David Luiz, que foi expulso contra a Argentina na última rodada das Eliminatórias. A substituição deve agradar também aos (muitos) críticos do jogador do PSG, que falhou no gol argentino de Lavezzi. Diferentemente do colega cabeludo, Gil é mais sério (estilo zagueiro clássico), regular e não costuma dar arrancadas ao ataque.

Os números jogam pelo Brasil

Retrospecto na Fonte Nova: a Seleção Brasileira nunca perdeu jogando na Fonte Nova – são sete vitórias e cinco empates em doze jogos disputados no estádio. A última partida no local aconteceu em 2013, na primeira fase da Copa das Confederações. Na ocasião, o Brasil venceu por 4 a 2, com direito a belo gol de falta de Neymar.

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O Peru não tem sido um inimigo duro: historicamente, os peruanos não metem medo nos brasileiros dentro de campo. Em 40 confrontos entre as seleções, o Brasil venceu 28, houve nove empates e o Peru venceu em apenas três vezes. Ou seja: são 77,5% de aproveitamento por parte dos brasileiros diante deste adversário.

O último encontro entre os dois, no entanto, não foi tão fácil. Na primeira fase da Copa América, o Brasil venceu por 2 a 1 com gol de Douglas Costa nos acréscimos.

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A chance de sair da mediocridade

Diferentemente do que muitos pensam, medíocre não significa ruim, mas mediano. A campanha do Brasil nas Eliminatórias é a representação perfeita de algo mediano: uma vitória, um empate e uma derrota, com quatro gols feitos e quatro sofridos, o que significa saldo de zero gol. Mesmo assim, a equipe está na quarta colocação, dentro da zona de classificação para a Copa do Mundo.

Isso pode mudar no caso de uma improvável derrota para o Peru: com ela, o Brasil poderá cair até para a sétima colocação. Por outro lado, uma vitória significa a chance de terminar a rodada no terceiro lugar.