Com pouco apoio e muita vontade, esportes brasileiros vivem pressão por resultados

  • Por Jovem Pan
  • 19/08/2015 11h21
Facebook/Reprodução Equipe brasileira de karatê que disputou o Pan de Toronto

Há menos de um ano da Olimpíada no Rio de Janeiro, muitos atletas continuam sofrendo com a falta de apoio e patrocínios. Os treinamentos são pesados e a conquista de medalhas em casa é o foco. O futebol feminino, por exemplo, deixa a desejar quando o assunto gira em torno dos clubes, mas pelo menos no que diz respeito à Seleção, há mais recursos. Ainda assim, a equipe liderada por Marta sofre grande pressão para conquistar o ouro inédito.

Em entrevista ao repórter Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan, o técnico do selecionado campeão panamericano nos jogos de Toronto, acredita que o país pode fazer um bom papel no Rio de Janeiro, todavia Vadão diz que se por um lado terá o apoio da torcida, também haverá uma cobrança maior.

“Ele (o fato de jogar em casa) ajuda e ao mesmo tempo existe uma cobrança maior. Mas acho que quem representa o país e tem uma olimpíada pensando em medalha de ouro, tem que passar por pressão, positiva ou negativa. E tem que desconectar esse peso das costas pra desenvolver o melhor futebol. Acho que pra vestir a camisa da seleção e representar o país, todos nós temos que estar muito bem preparados”, afirmou o treinador brasileiro.

Vivendo a expectativa de entrar no programa olímpico na próxima edição dos Jogos, em Tóquio, o Karatê é mais um esporte que sofre com a falta de apoio no Brasil. Carateca medalha de ouro no Pan de Toronto, Natália Spigolon lamenta a falta de recursos em seu esporte e destaca que paga do próprio bolso os custos para participar de algumas competições.

“Diferente de esportes coletivos, não temos clubes e  nossa dificuldade vem desde o básico como pagar as competições – disputo muitas etapas da liga mundial que acontecem no leste europeu, na Ásia, esses campeonato são custeado pelo próprio atleta -, temos bolsa atleta, mas não é suficiente, porque a quantidade de campeonato é grande. A dificuldade é grande, mas está sendo superada a cada dia e precisa de mais investimento”, afirmou a lutador.

Natália ainda destacou que vê grandes chances do karatê entrar no programa olímpico a partir de 2020: “A esperança é grande porque as próximas olimpíadas, em 2020, vão ser disputada no Japão, e o karatê é uma arte marcial que nasceu no Japão. Essa modalidade é muito forte e a chance de entrar é grande”, completou.