Com Vampeta e Tite, Roberto de Andrade escala os 11 maiores jogadores da história do Corinthians

  • Por Jovem Pan
  • 23/09/2015 18h27
A convite da Jovem Pan

O Corinthians já teve inúmeros ídolos em seus 105 anos de história. Por isso, listar apenas onze deles, um para cada posição, é um desafio e tanto. Desafio que foi topado pelo atual presidente do clube, Roberto de Andrade, que, em sua visita à Rádio Jovem Pan, montou seu time ideal do Timão de todos os tempos. Confira quem foram os eleitos pelo dirigente.

Goleiro: Dida – Jogou no Timão entre 1999 e 2000 e entre 2001 e 2002 e nem precisou fazer 100 jogos pelo clube para tornar-se ídolo absoluto. O pouco tempo de casa é inversamente proporcional ao número de títulos e conquistas: Campeonato Brasileiro de 1999, Mundial de Clubes de 2000, Paulistão de 2001 , Rio-São Paulo e Copa do Brasil de 2002. Além disso, pegou dois pênaltis de Raí na semifinal do Brasileirão de 1999 e garantiu o Corinthians na final, feito que o fez cair de vez nas graças da torcida.

Lateral-direito: Zé Maria – Dono da lateral-direita alvinegra por nada menos que 13 anos, entre 1970 e 1983, Zé Maria tem quase 600 jogos pelo clube. Foi quatro vezes campeão paulista pelo Timão e colecionou outros títulos de menor expressão. Com a Seleção Brasileira, participou do grupo vencedor na Copa do Mundo de 1970.

Zagueiro: Gamarra – Conhecido pela classe e por fazer do desarme quase uma arte, o paraguaio conseguia ser seguro mesmo cometendo pouquíssimas faltas. Técnico, ainda assim demonstrava muita raça em campo, o que obviamente ajudou a se tornar ídolo dos corintianos. Além disso, comandou a zaga alvinegra no bicampeonato brasileiro de 1998 e 1999 e do Paulistão de 1999.

Zagueiro: Gil – Único da lista de Roberto de Andrade que ainda joga pelo Timão, está no clube desde 2013 e é titular indiscutível da defesa. Seguro pelo alto e por baixo, foi apelidado pela torcida de “Gamarra Negro” e conquistou uma vaga no grupo que disputará os dois primeiros jogos das Eliminatórias pela Seleção Brasileira.

Lateral-esquerdo: Wladimir – O lateral foi, ao lado de Casagrande e Sócrates, um dos símbolos da Democracia Corintiana, movimento de jogadores alvinegros da década de 1980 que lutavam por maior poder de decisão dentro do clube e também na política brasileira. Jogou no Timão entre 1972 e 1985 e foi tetracampeão paulista.

Volante: Vampeta – Uma das maiores figuras do futebol brasileiro e hoje comentarista da Rádio Jovem Pan, o Velho Vamp foi um volante moderno numa época em que a expressão nem era famosa. De suas três passagens pelo Corinthians, a primeira foi a mais vitoriosa, entre 1998 e 2000, com direito a bicampeonato brasileiro e título do Mundial de Clubes de 2000.

Meia: Rivellino – Conhecido pelo drible do elástico e pelo chute poderoso, responsável pelo apelido Patada Atômica, Rivellino foi um dos maiores meias do Corinthians e do futebol mundial. Entre 1965 e 1974 no Timão, conseguiu ser ídolo indiscutível mesmo durante a longa fila de títulos do clube.  Pela Seleção Brasileira, foi um dos grandes nomes do time campeão mundial em 1970, considerado um dos melhores da história.

Meia: Sócrates – Companheiro de Wladimir na década de 1980, o Doutor da Bola foi o maior expoente da Democracia Corintiana e uma das vozes mais ativas na defesa da democracia em plena Ditadura Militar. Sua inteligência se estendia aos campos e se combinava com sua habilidade com a bola, mesmo medindo quase dois metros de altura. Isso tudo o faz ser considerado um dos maiores jogadores da história do futebol.

Meia: Marcelinho Carioca – O pé pequeno, origem do apelido Pé de Anjo, era apenas um disfarce do gigante das cobranças de falta. Em duas de suas três passagens pelo Timão, no meio e no fim da década de 1990, Marcelinho colecionou títulos como Copa do Brasil (1995), Campeonato Paulista (1995, 1997, 1999 e 2001), Brasileirão (1998 e 1999) e Mundial de Clubes. É um dos jogadores mais vitoriosos da história do Corinthians.

Atacante: Guerrero – Contratado em 2012, após a conquista da Libertadores, o peruano logo conquistou a torcida por conta de sua entrega em campo. No fim daquele ano, marcou o gol que deu o título do Mundial de Clubes contra o Chelsea. Seguiu sendo fundamental para o time, foi campeão paulista e da Recopa Sul-America em 2013 e saiu neste ano para jogar no Flamengo depois de o Corinthians se recusar a pagar sua alta pedida para renovar seu contrato. É o maior artilheiro estrangeiro do clube, com 54 gols anotados.

Atacante: Tevez – Outro gringo que conquistou idolatria da Fiel com seus gols e sua raça. Contratado em 2005 com a ajuda da MSI, o argentino foi o grande nome do time campeão brasileiro daquele ano. Em 76 partidas, marcou 46 jogos pelo Timão e era o estrangeiro com maior número de gols pelo clube até ser ultrapassado por Guerrero. Mesmo tendo saído de forma conturbada, ainda é lembrado com saudades pelos corintianos.

Técnico: Tite – Sua segunda passagem pelo Corinthians, iniciada em 2010, teve um começo difícil, com eliminação para o Tolima na pré-Libertadores de 2011. Ela, no entanto, culminou no título brasileiro daquele ano e, no ano seguinte, na conquista inédita e apoteótica da Libertadores e do Mundial de Clubes. Tite é o treinador mais vitorioso pelo Timão e encaminha, neste ano, a conquista de mais um título brasileiro.