Condição dos corpos permitirá rápida identificação, diz embaixador brasileiro

  • Por Jovem Pan
  • 29/11/2016 15h48
Imagens do local do acidente que vitimou a equipe da ChapecoenseVeja imagens da região do acidente com avião da Chapecoense

Informação oficial do governo colombiano dá conta de que a remoção dos corpos das mais de 70 vítimas fatais da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas brasileiros está em processo avançado. Até a última atualização recebida pela embaixada brasileira na Colômbia, 60 cadáveres haviam sido retirados do meio da mata fechada, onde ocorreu o acidente, e 40 já estavam sendo transportados para Medellín.

Espera-se que remoção termine ainda nesta terça-feira (29) e “a condição dos corpos permitirá rápida identificação”, informa o embaixador do Brasil na Colômbia Julio Bitelli, em entrevista exclusiva à Jovem Pan. Os passaportes dos escombros já foram foram recolhidos.

“A angústia das famílias é nossa maior preocupação”, afirmou também Bitelli, lamentando o desencontro de informações a respeito de sobreviventes. O dado oficial do governo colombiano, até então, era de que cinco passageiros estariam vivos em diversos estados de saúde.

O embaixador espera um trabalho rápido nos próximos passos de contato entre autoridades brasileiras e colombianas, uma vez que “há um envolveimento do mais alto nível”. O presidente da Colômbia Juan Manuel Santos ligou para o mandatário brasileiro Michel Temer e expressou “as mais sinceras condolências e solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo”.

Bitelli informa ainda que há a determinação para que a própria Força Aérea Brasileira (FAB) seja envolvida no possível transporte dos corpos ao Brasil.

O próprio embaixador Julio Bitelli mais sete funcionários da embaixada em Bogotá se deslocam para Medellín, cidade mais próxima ao local da tragédia. No aeroporto de Medellín foi reservado um escritório de apoio à equipe brasileira. Além disso, ela será reforçada por diplomatas que vão de Brasília para a Colômbia.

Assista à entrevista completa aqui: