Confira como foi o bate papo com Wanderley Nogueira

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2014 20h21
Wanderley Nogueira troféu

Na noite desta quinta-feira (18), o repórter Wanderley Nogueira respondeu, em transmissão online, perguntas feitas por internautas da Jovem Pan Online. O tema mais recorrente foi a situação do futebol brasileiro como um todo: as consequências do vexame na Copa do Mundo, a gestão dos clubes e a atuação do Bom Senso FC na busca por mudanças.

“Temo que uma mudança em curto prazo não vai acontecer. Mudanças necessitam das ações dos parlamentares, e a bancada da bola é muito forte para o lado do mal. Aprovaram projeto que os cartolas queriam, que não ajeita a gestão dos clubes. E na madrugada o Senado também aprovou. A presidente tem o poder de vetar essa aprovação”, disse o repórter da rádio Jovem Pan. “O Bom Senso está brigando com uma cartolagem muito poderosa”.

Para Wanderley Nogueira, os problemas na gestão do futebol brasileiro estão ligados à trágica derrota para a Alemanha por 7 a 1. “Aquilo não foi um placar, foi um atropelamento. As pessoas mais frias percebiam que a Seleção não andava bem, ganhava mas não jogava bem. Quando pegou uma seleção afiada, afinada, bem treinada e com bons jogadores, tomou uma cacetada de perder os rumos”, analisou. Para ele, é grave a reação da CBF diante do vexame. “Nos últimos dias a presidência da CBF disse que estamos recuperando nosso espaço. Eu fico assustado quando ouço isso. É uma cicatriz que vai marcar para sempre”.

Ainda sobre a cartolagem, Wanderley comentou o clima quente nos clubes paulistas, especialmente o São Paulo. “O clube mais efervescente costumava ser o Palmeiras, mas as coisas mudaram muito. No Corinthians a situação está rachada. No Santos, foram cinco candidatos à presidência. E no São Paulo, que estufava o peito para dizer que resolvia tudo internamente, que era um clube diferente, isso faz parte do passado”, afirmou. Wanderley lembrou do rompimento entre o atual presidente Carlos Miguel Aidar e seu ex-aliado e antecessor Juvenal Juvêncio. “Há turbulência em todos os clubes do Brasil. As oposições venceram no Inter, no Bahia, no Coritiba…”.

Todas essas dificuldades apontadas pelo repórter culminam na perda de força do futebol e no crescimento dos outros esportes no Brasil. “O futebol baixou a guarda, deu espaço. Sabe aquela loja de rua que para de se preocupar com o consumidor, pois lá só tem ela? Aí abre uma sorveteria, uma pastelaria na mesma rua, e começa a dividir consumidor. O futebol é essa loja que parou de tentar conquistar seu consumidor. Ele brincou com fogo e perdeu espaço. Continua forte, o primeiro no ranking, mas as distâncias diminuíram”, concluiu.