Conmebol retira da sede placa com antiga lei de inviolabilidade da entidade

  • Por Agência EFE
  • 01/02/2016 20h03
Alejandro Domínguez

O novo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, retirou nesta segunda-feira do edifício da instituição a placa com o texto da lei aprovada pelo Congresso do Paraguai em 1997 que dava inviolabilidade à entidade perante as autoridades, e que em 2015 foi derrogada pelos legisladores.

“Infelizmente, esta legislação paraguaia foi mal utilizada no passado. Hoje reiteramos nossa rejeição total e absoluta às práticas de corrupção e eliminamos esta placa que nós denominamos da impunidade”, declarou Domínguez em comunicado da Conmebol.

A placa retirada da fachada principal da Conmebol na cidade de Luque lembrava a proteção concedida em categoria similar a embaixadas e instituições diplomáticas.

A lei concedia à Conmebol “imunidade contra revistas, desapropriação, confisco e qualquer outra forma de interferência, seja de caráter executivo, administrativo, judicial ou legislativo”.

Em junho de 2015, 68 dos 80 deputados do Paraguai aprovaram a derrogação da lei, que posteriormente também foi confirmada pelo Senado e pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

A decisão foi tomada depois que, no fim de maio do ano passado, sete dirigentes da Fifa foram detidos em um hotel da cidade suíça de Zurique, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin, acusados de participar de um esquema de corrupção na entidade.

As prisões foram executadas a pedido dos Estados Unidos, onde a procuradoria de Nova York investiga supostos subornos e propinas no na Fifa desde o início dos anos 90.

O paraguaio Nicolás Leoz, presidente de Conmebol durante 26 anos, até sua renúncia em 2013, foi um dos acusados no esquema e se encontra sob prisão domiciliar no Paraguai enquanto aguarda uma decisão sobre o pedido de extradição tramitado pelos Estados Unidos.

O caso também atingiu o paraguaio Juan Ángel Napout, que foi detido em dezembro passado na Suíça e renunciou à presidência da Conmebol antes de ser extraditado aos EUA.

Alejandro Domínguez foi eleito na semana passada como novo presidente da Conmebol com os votos de suas dez confederações.