De Bruyne diz que técnico Roberto Martínez é o grande diferencial da Bélgica

  • Por EFE
  • 09/07/2018 21h00
EFEKevin De Bruyne recebe as orientações do treinador Roberto Martínez na partida contra o Brasil

O meia Kevin De Bruyne apontou nesta segunda-feira (9) o técnico espanhol Roberto Martínez como o principal responsável pelo bom desempenho da seleção belga, que alcançou as semifinais da Copa do Mundo.

“Acho que ele fez com que acreditássemos mais na nossa capacidade. Provavelmente, no Mundial e na Eurocopa anterior não acreditávamos na possibilidade de vencer, tínhamos menos confiança. Ele ajudou a construir nosso potencial e fez com que tivéssemos um melhor rendimento. E quando você está preparado, quer chegar até o fim”, disse.

Durante a entrevista coletiva concedida na véspera do jogo, o meia do Manchester City afirmou que, para conseguir conquistar a Copa, a Bélgica vai precisar provar dentro de campo, contra a França, que pode vencer.

“Esta equipe joga junto há sete, oito anos. Temos um grande time, mas isso não é suficiente para ganhar a Copa. Para isso, precisaremos mostrar que temos ambição como equipe. Se você não mostra que quer ganhar, na minha opinião, não pode ganhar. Queremos chegar o mais longe possível e teremos essa atitude amanhã”, acrescentou.

De Bruyne reconheceu que o atacante francês Kylian Mbappé, estrela do Paris Saint-Germain, pode ser um dos obstáculos para a seleção belga na semifinal desta terça. “Mbappé jogou muito pela seleção da França e também na última Liga dos Campeões. É um jogador diferente, é uma estrela para os próximos 15 anos. E teve um ano fantástico, acredito que pode melhorar mais ainda. Pode ser perigoso para nós, mas vamos tentar pará-lo amanhã”, avaliou.

Contra a França, De Bruyne espera uma partida com mais marcação do que enfrentou nas quartas de final, contra o Brasil, em que a seleção belga conseguiu abrir 2 a 0 no primeiro tempo, com um gol contra de Fernandinho e outro marcado pelo próprio meia.

“Se alguém marcar um gol, a partida será muito diferente. Temos duas equipes com bons jogadores e as duas farão de tudo para ganhar. Se eles resolverem fazer uma marcação especial em mim ou Lukaku, nos farão um favor, porque se concentrarem em um, o outro fica livre. Isto é futebol, somos 11 jogadores. Existem as individualidades, mas, no final, qualquer um pode mudar a partida. Os grandes jogadores aparecerão amanhã”, acrescentou.

A chamada “ótima geração” da Bélgica vem se destacando na Copa do Mundo. Para De Bruyne, o fato de vários jogadores atuarem em equipes internacionais fez a diferença nessa geração.

“Há muito talento na Bélgica, mas ninguém jogava fora. Vários jogadores como Kompany e Fellaini foram atuar fora e se destacaram, e aí as pessoas começaram a pensar que havia bons jogadores na Bélgica. Precisa ter sorte, ter oportunidade, e depois é o seu desejo e o seu trabalho duro que fazem o resto ser possível”, disse.

De Bruyne também destacou a influência do técnico Josep Guardiola, seu treinador no Manchester City, no seu atual jeito de jogar. “Pep ajudou muito a melhorar meu rendimento individual. Seu estilo é totalmente diferente e precisamos de um tempo para nos adaptar. Mas quando você consegue, torna o futebol mais simples. Acho que aqui na seleção o estilo é diferente, é parecido apenas na parte de sermos uma equipe ofensiva e que gosta de ter a posse de bola”, concluiu.

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