Fifa mostra sala de operações do VAR montada para Copa

  • Por EFE
  • 09/06/2018 15h03
Agência EFEA entidade fez questão de deixar claro que as decisões serão tomadas pelos árbitros em campo e não pela tecnologia

A Fifa mostrou neste sábado a sala de operações do VAR, que na Rússia será usado pela primeira vez em uma Copa do Mundo, mas fez questão de deixar claro que as decisões serão tomadas pelos árbitros em campo e não pela tecnologia.

“O VAR será muito importante neste Mundial, mas não será ele quem vai apitar os jogos. Não é o vídeo quem apitará, mas sim o árbitro”, disse à imprensa o responsável de arbitragem da federação internacional, Massimo Busacca.

Faltando menos de uma semana para a partida de abertura da Copa, entre Rússia e Arábia Saudita, que acontecerá na próxima quinta-feira, o chamado árbitro de vídeo se tornou a estrela do torneio e, com o passar do tempo, ganha cada vez mais admiradores e mais críticos.

Por isso, a imprensa esperava que a sala de controle fosse um estúdio espetacular, com várias câmeras e imagens de todos os ângulos de cada centímetro de um campo de futebol. Entretanto, o quartel-general do VAR são duas pequenas salas, com muitas telas de televisão, onde se sentarão quatro assistentes encarregados de ajudar os árbitros e os bandeirinhas.

“Temos 13 pessoas só para o VAR, embora nem todas sejam assistentes principais. Depois, temos seis ou sete árbitros que apitarão jogos e também podem ficar a cargo da tecnologia. Ou seja, 20 pessoas dedicadas à videoarbitragem”, disse Busacca.

O dirigente suíço explicou que haverá quatro assistentes de vídeo em cada partida: o primeiro analisará as jogadas polêmicas; o segundo acompanhará a partida ao vivo o tempo todo; o terceiro se ocupará dos impedimentos; e o quarto será de apoio.

Serão 33 câmeras – duas a mais a partir das oitavas de final – as que transmitirão as imagens de tudo o que acontecer dentro de campo, que chegarão à sala de controle através de fibra ótica e, caso houver um problema técnico, por satélite.

A sala do VAR está localizada no Centro Internacional de Retransmissões (IBC, pela sigla em inglês) situado nos arredores de Moscou, inaugurado neste sábado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Busacca destacou que o vídeo não pode mudar a forma de apitar e que o árbitro, ao entrar em campo para um jogo, precisa esquecer a existência da tecnologia para não transformá-la em uma muleta.

“A atitude dos juízes deve ser o convencimento de que a sua decisão é a correta. Não pode pensar que com a tecnologia o VAR deve ser consultado a toda hora. Se for assim, não vamos jogar futebol!”, salientou.

Quanto ao tempo que será perdido até que as decisões da arbitragem de vídeo sejam anunciadas, Busacca lembrou que na Copa de 2014 a média de tempo de bola rolando foi de 57 minutos e 30 segundos, já que o restante foi perdido em confusões e reposições de jogo.

“A demora do VAR será de entre meio minuto e um minuto. Mas por um resultado correto, se precisarmos de dez segundos a mais, onde está o problema? Queremos fazer tudo rápido, mas se não pudermos, o que queremos é que o resultado seja o acertado”, afirmou o dirigente, que completou dizendo que o tempo perdido será acrescentado no final.