Jorge Campos destaca queda de craques na Copa e enaltece futebol coletivo

  • 10/07/2018 13h21
ALEXEI DRUZHININ / SPUTNIK / KREO mexicano comentou o bom momento dos goleiros nas disputas de pênalti, em especial o croata Danijel Subasic

O irreverente ex-goleiro mexicano Jorge Campos enalteceu nesta terça-feira (10) a força coletiva das seleções de França, Bélgica, Inglaterra e Croácia, semifinalistas da Copa do Mundo na Rússia, e lembrou que os principais destaques individuais do futebol atual já estão fora do torneio.

“A fórmula do sucesso no futebol é ser uma equipe séria. Vai vencer a Copa quem for sólido como equipe, porque os grandes jogadores já foram embora”, declarou o ex-jogador em evento organizado pela Fifa na Praça Vermelha, em Moscou.

O atual melhor jogador do mundo, o português Cristiano Ronaldo, caiu nas oitavas de final da Copa, assim como o argentino Lionel Messi, segundo colocado na última edição da premiação da Fifa, enquanto Neymar, terceiro, deu adeus nas quartas.

Sobre o futebol de seu país, Jorge Campos lamentou a sétima queda seguida nas oitavas de final, desta vez para o Brasil, e criticou a Federação Mexicana pela alta rotatividade no cargo de treinador da seleção.

“A cada quatro anos acontece a mesma coisa conosco. Somos a seleção com mais técnico a cada ciclo de Copa e por isso as coisas sejam como têm saído para nós”, afirmou.

“Nós, jogadores mexicanos, nem sempre temos ideia do alcance dos erros cometidos pelos engravatados. No México, não se pensa a longo prazo, pensa-se apenas em como acertar amanhã”, acrescentou o ex-goleiro.

Jorge Campos já olha para frente e mira não a Copa de 2022, no Catar, e sim a de 2026, que terá México, Estados Unidos e Canadá como sedes. “É o momento de pensar em 2026. Será em casa, e é preciso aproveitar”, salientou.

Por fim, o mexicano comentou o bom momento dos goleiros nas disputas de pênalti, em especial o croata Danijel Subasic, que pegou quatro e ajudou sua seleção a voltar às semifinais após 20 anos.

“Antes, os jogadores cobravam um pênalti confiantes, e agora você vê suas caras e já não há tanta segurança, há um nervosismo. Ninguém dá mérito a goleiros que defendem dos ou três pênaltis por disputa. É algo especial. Defendi um pênalti contra o Brasil e foi muito emocionante, mas agora os goleiros defendem vários e ninguém os valoriza. O protagonista continua sendo quem faz o gol”, analisou.

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