Números mostram domínio do Brasil, mas desempenhos individuais preocupam

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2018 16h20 - Atualizado em 22/06/2018 16h25
EFE/EPA/ETIENNE LAURENTPaulinho teve pouca participação no jogo

Ao observar os números do jogo entre Brasil e Costa Rica, nesta sexta-feira (22), é fácil concluir que o time de Tite dominou a partida e mereceu a vitória. A comissão técnica usou esses números para defender o desempenho da Seleção. Mas é preciso ir além, observar também as atuações individuais de alguns jogadores e perceber que há motivos para preocupação na Copa do Mundo.

Auxiliar técnico de Tite, o ex-jogador Sylvinho participou da entrevista coletiva após o jogo e argumentou: “tivemos 69% de posse de bola, das quais no 2º tempo foi melhor aproveitada”. O próprio Tite também destacou mais números que mostram o domínio brasileiro, inclusive no jogo anterior, contra a Suíça: “se me falassem, antes da Copa, que o goleiro só fez duas defesas e que o adversário só ia finalizar 3 vezes hoje e 4 no outro jogo, eu ia dizer que quero essa consistência em termos defensivos”. Outros números números mostram a superioridade do Brasil, como o maior número de chutes a gol (22 a 3) e a ampla diferença de passes trocados (741 a 295).

Esses dados podem ser comemorados pela comissão técnica, mas com cautela, pois eles são reflexo da postura defensiva da Costa Rica, que abriu mão de ter a bola e só queria contra-atacar. Tite precisa olhar para problemas de alguns jogadores, principalmente 3 atletas: Casemiro, Paulinho, Willian.

Casemiro até foi bem defensivamente, tanto que desarmou mais do que qualquer atleta do Brasil. Mas teve um dos 3 piores aproveitamentos em passes do time: acertou apenas 86,5% das tentativas.

Pior que ele, só Willian, que acertou apenas 83,3% e ainda errou lances que não aparecem nas estatísticas, como domínios de bola e mal posicionamento para receber as bolas. Não à toa ele foi substituído já no intervalo e deu lugar a Douglas Costa, que jogou bem e pode ganhar uma chance no time titular em breve.

Quanto a Paulinho, vale destacar como ele tocou pouco na bola, apenas 45 vezes. Espera-se que ele seja um “elemento surpresa” no ataque, mas jogou de forma previsível, não causou perigo na frente em nenhum momento e sequer finalizou a gol.

Outro jogadores também merecem críticas, como Neymar, Marcelo e Gabriel Jesus. Mesmo com o grande domínio de bola do time, eles não conseguiram se destacar, erraram as jogadas individuais que tentaram e também foi por isso que o time passou tanto sufoco para vencer a Costa Rica.