“Se chegar à final, o Brasil ganha”, garante ex-lateral Roberto Carlos

  • Por Agência EFE
  • 10/06/2018 12h29
Facebook/Reprodução"Se chegar à final, o Brasil não perde nunca", afirmou o ex-lateral esquerdo Roberto Carlos

Após o amistoso que reuniu ex-jogadores de Brasil e Noruega que disputaram a Copa do Mundo de 1998, realizado neste sábado (9) em Oslo, alguns ídolos do futebol pentacampeão avaliaram a nova geração, que estreia na Copa da Rússia na semana que vem.

“Nos últimos anos, a gente conseguiu reorganizar a seleção brasileira. Claro que a nossa referência é o Neymar, mas aí tem o Marcelo, o Casemiro, Philippe Coutinho, Roberto Firmino e Paulinho. São jogadores que vão ajudar muito. E acho que o treinador que temos hoje é muito bom. Isso vai facilitar que a seleção brasileira chegue à final. E se chegar à final, o Brasil ganha. Se chegar à final, o Brasil não perde nunca”, afirmou o ex-lateral esquerdo Roberto Carlos.

“Eu sempre falo que se o Brasil estiver motivado e concentrado, o Brasil só perde para ele mesmo. Claro que eu respeito as outras seleções. Mas se o Brasil tiver nos dias motivadíssimos, ele passa fase a fase jogando bem”, acrescentou o ex-jogador, que defendeu o Brasil de 1992 a 2006 e foi campeão mundial em 2002.

Capitão da seleção na vitória deste sábado por 3 a 0 no Ullevaal Stadium, Bebeto afirmou que o atual time tem muitos talentos e que é importante que o técnico Tite tenha conseguido formar um grupo com uma base forte.

“Só ganha Copa do Mundo assim, todo mundo com o mesmo pensamento. Todo mundo focado. Eu sempre falo isso: o comprometimento e o prazer de vestir a camisa do Brasil. Isso é fundamental”, destacou.

O primeiro jogo da seleção na Rússia acontecerá no próximo dia 17, contra a Suíça. O ex-atacante, um dos símbolos da conquista do tetracampeonato em 1994, lembrou o peso de uma estreia.

“O primeiro jogo é sempre mais difícil. Dá aquela ansiedade natural de começar bem a Copa do Mundo. Então tem que ter cuidado com o primeiro jogo. Ganhando, o time vai pegando confiança. Quando o Brasil entra para disputar o Mundial, ele entra muito forte”, finalizou.

O ex-volante Emerson, que esteve nas Copas de 1998 e 2006, acredita na qualidade dos jogadores comandados por Tite. “Acho que a seleção está pronta para ganhar, mas não será fácil. A Espanha é uma das grandes favoritas, assim como França, Alemanha e Argentina, que surpreendeu na Copa realizada no Brasil. Eu achei que eles não iriam tão longe”, lembrou o ex-jogador, em referência ao vice-campeonato da ‘Albiceleste’ em 2014.

Gilberto Silva, volante da seleção em 2002, 2006 e 2010, concorda com Emerson sobre o alto nível do elenco. “Jogadores mesmo jovens, mas com uma experiência de jogar algum tempo nos grandes clubes da Europa”, ressaltou.

Quando perguntando se o Brasil tem chance, o mineiro respondeu rápido. “Lógico que tem! Lógico que temos adversários fortes, como Alemanha, França, Espanha e a Argentina, apesar de muita gente não falar da Argentina. Mas acho que o principal aspecto é a ansiedade. A seleção não pode deixar que a ansiedade tome conta, porque nós sabemos como a ansiedade atrapalha. A gente sabe como terminou a última Copa do Mundo. Temos que deixar isso para trás e olhar para onde nós queremos chegar nessa Copa”, recomendou.

“A gente sabe que não é fácil, que existem outras seleções muito bem preparadas. Mas, durante as Eliminatórias, o Brasil acabou surpreendendo, tendo uma performance muito boa, o que resgatou a autoestima do torcedor. Não posso afirmar que o Brasil é o favorito, mas lógico que o Brasil é um dos favoritos”, garantiu o ex-zagueiro Gonçalves, reserva no grupo de Zagallo em 1998.

Assim como os outros jogadores, o ex-defensor Botafogo lista os principais adversários do Brasil nesta Copa: França, Espanha, Argentina, Portugal e Alemanha, responsável por eliminar a seleção pentacampeã nas semifinais de quatro anos atrás com uma goleada por 7 a 1. “E lógico também que se a gente for jogar contra a Alemanha, o fantasma de 2014 vai voltar a assombrar os jogadores, a comissão técnica e todo o povo brasileiro”, considerou.

“Espero que nós podemos melhorar a qualidade do entrosamento dessa equipe durante os treinamentos até a estreia da Copa do Mundo. É uma geração que tem uma técnica muito refinada. São jogadores que vem se destacando nos seus clubes, principalmente no futebol europeu. Eu acho que do meio para a frente são jogadores leves, habilidosos e rápidos, fazendo uma transição ofensiva com muita velocidade, e isso tem pegado os adversários de surpresa. E também usando o talento brasileiro, o improviso e o ‘um contra um’ têm desmontado o esquema tático dos adversários”, encerrou.

Esse e outros ex-jogadores participaram hoje, em Oslo, do jogo festivo entre Brasil e Noruega, uma revanche da partida pela fase de grupos da Copa do Mundo de 1998. Derrotada por 2 a 1 de virada 20 anos atrás, a equipe sul-americana desta vez levou a melhor, fazendo 3 a 0.

Edmundo e Giovanni, que participaram do Mundial da França, fizeram o gol cada, e o terceiro foi marcado pelo convidado Gabriel, ex-lateral de São Paulo e Fluminense, entre outros, com um chute do meio de campo.

Acompanhe a cobertura completa da Copa da Rússia na Jovem Pan