Corinthians está perto de acerto com B. Henrique e tem nova política para a base, diz diretor

  • Por Jovem Pan
  • 03/07/2016 13h45
SP - TREINO CORINTHIANS - GERAL - O jogador Camacho é apresentado durante treino do Corinthians no CT Joaquim Grava, zona leste de São Paulo (SP), nesta segunda-feira (22). A equipe se prepara para enfrentar a Ponte Preta em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. A apresentação contou com a participação do diretor adjunto de futebol Eduardo Ferreira (foto). 23/05/2016 - Foto: RODRIGO GAZZANEL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOEduardo Edu Ferreira

Eduardo Ferreira, diretor de futebol do Corinthians, foi o convidado especial do Plantão de Domingo da Jovem Pan e contou as novidades do clube.

Segundo Edu Ferreira, a renovação do volante Bruno Henrique está praticamente certa e será anunciada nos próximos dias. “A gente pensa que, mais uma semana aí, por volta disso, está concretizando esse contrato com o Bruno”.

Tanto Bruno Henrique como o meia Danilo têm contratos até o fim do ano. Segundo o diretor, o Corinthians ainda não parou para conversar com o Danilo, mas afirma o interesse no jogador. “O Danilo é um cara tranquilo, fácil”.

“Estamos atentos ao mercado tanto interno quanto de fora do País. Estamos buscando mais duas ou três peças para dar sequência até o final do ano”, disse também Eduardo. “Em mais alguns dias, a gente pode já ter algumas novidades pintando”, deixou no ar.

Naming Rights

Edu revelou também que a novela dos “naming rights”, os direitos de uso do nome da Arena Corinthians, está próxima do fim. O diretor espera que a novela do nome do estádio do Timão seja concluída “nas próximas semanas”. O diretor afirmou que as mensagens usadas na parte de trás da camisa dos jogadores nos últimos jogos têm a ver com isso. Ele ainda despistou: “Os valores que foram falados dois, três anos atrás, não tenho certeza, não é minha área, mas eram os valores que estão sendo trabalhados”.

O marketing na camisa faria parte do pacote de uso da imagem do clube em negociação.

Base

Edu Ferreira contou ainda que o Corinthians está com uma nova política na base: o clube tem ficado com pelo menos 70% dos direitos dos novos atletas. “É uma cultura que a gente implementou lá dentro”, diz.

Essa nova política busca evitar casos como o do meia Matheus Pereira, de 18 anos. Ele foi negociado com o Juventus da Itália nos últimos dias e emprestado ao Empoli. O Corinthians tinha apenas 5% dos direitos do jogador.

Além disso, Edu Ferreira garantiu que na gestão Roberto de Andrade nenhum atleta da base teve parte dos direitos vendidos para empresários. “Nenhum jogador até hoje da base foi fatiado. Nem um porcento foi vendido ou comercializado (na gestão do novo presidente)”, disse.

Pato

O atacante Alexandre Pato deve se apresentar na terça-feira (5) no Corinthians. No mesmo dia, a direção deve conversar com o técnico Cristóvão Borges e com o próprio Pato “para ver se ele joga”.

Edu disse que não chegou nenhuma proposta ao clube pelo jogador. “Ele falou publicamente semanas atrás que seu interesse era permanecer na Europa. Sabemos também que seu empresário vem tentando isso e até o momento não conseguiu”, afirmou o diretor.

Pato tem contrato com o Corinthians por mais seis meses, até o final do ano, e já está liberado a assinar um pré-contrato com outra equipe.

Gaviões e violência no futebol

Edu é sócio do Corinthians desde 1993 e da torcida organizada Gaviões da Fiel desde 1994. Ele era conhecido como “Edu da Gaviões” antes de assumir o cargo no clube.

O dirigente concorda com o contato dos organizados com os jogadores, “não de uma forma diária”, e quando é para dar “apoio” aos jogadores. “Tem coisa melhor do que você estar andando na rua, no seu ambiente de trabalho, ou shopping e alguém te dar alguma palavra de apoio?”, questionou.

Sobre a violência nos arredores do futebol, o dirigente defende que a responsabilidade é da polícia e da Justiça, não do clube. Ele também não vê a agressão como algo coletivo e organizado. “A Gaviões (da Fiel) cresceu demais. Então você não tem esse controle. Não é que parte da organizada se reuniu para fazer isso (marcar brigas). É algo que acontece na sociedade, grupos de corintianos ou palmeirenses no seu próprio bairro, ou que moram próximos e acabam fazendo essas badernas aí”, argumenta.

Com André Ranieri, setorista JP do Corinthians