Cruzeiro ameniza efeitos da altitude, mas cria pouco e fica no 0 a 0 em Sucre

  • Por Agencia EFE
  • 26/02/2015 00h10

Sucre (Bolívia), 25 fev (EFE).- Os 2.790 mil metros de altitude de Sucre não foram um grande problema para o Cruzeiro, que conseguiu se igualar ao adversário fisicamente, mas a Raposa criou pouco e acabou estreando na Taça Libertadores com um empate sem gols com o Universitario no Estádio Olímpico Pátria.

O goleiro Fábio, que viveu uma noite especial e se tornou o segundo jogador que mais defendeu a equipe mineira na história, não teve muito trabalho, mas os visitantes também não estiveram muito inspirados na frente. O centroavante Leandro Damião foi quem mais apareceu, com cinco finalizações, mas não conseguiu balançar a rede.

Dessa forma, Cruzeiro e Universitario de Sucre largam com um ponto cada no grupo 3 da Libertadores, mesmo número de Huracán e Mineros de Guayana, que ficaram no 2 a 2 nesta terça-feira na Argentina.

O próximo compromisso do atual bicampeão brasileiro no torneio continental é receber o time argentino no Mineirão na próxima terça-feira. No mesmo dia, o representante boliviano irar à Venezuela encarar o Mineros.

O único desfalque da Raposa em Sucre foi o lateral-direito Mayke, que, machucado, deu lugar a Fabiano. Por outro lado, o goleiro Fábio se recuperou e pôde estar em campo para entrar para história do clube mineiro. O goleiro chegou a 611 partidas, ultrapassou Dirceu Lopes e se tornou o segundo jogador que mais vestiu a camisa celeste, atrás apenas de Zé Carlos, com 623.

O Universitario vive crise, com a demissão de quatro jogadores. Oscar Ribera, Diego Rivero e Diego Sandoval, que foram titulares na derrota para o Sport Boys por 2 a 1 no último domingo, pelo Campeonato Boliviano, além de Cristian Árabe, que entrou no segundo tempo nessa ocasião, foram desligados do elenco nesta segunda.

Tentando usar a altitude a seu favor, Leandro Damião fez a primeira finalização da partida aos seis minutos do primeiro tempo, arriscando de longe. A bola passou perto da trave esquerda.

Mesmo jogando fora de casa, o Cruzeiro conseguia fazer jogo equilibrado, mas também era incomodado. Aos dez minutos, Bejarano fez o chuveirinho e a defesa não afastou, mas, para sorte do campeão brasileiro, Palavicini não alcançou.

Damião, que antes havia usado a altitude a favor, desta vez “perdeu” para ela. Aos 18, De Arrascaeta enfiou na direita para Willian, que cruzou. A bola ganhou velocidade inesperada, e o camisa 9 não conseguiu completar. A resposta dos donos da casa veio dois minutos depois, em uma bomba de longe de De la Cuesta. Fábio defendeu como deu e ainda contou com a ajuda da trave.

De la Cuesta apareceu no ataque mais uma vez aos 30 e fez parte de um lance polêmico. O meia acionou Bejarano, que, dentro da área, recebeu combate de Paulo André e pediu pênalti, mas o árbitro não deu. Aos 36, Ribera tentou de fora, mas Fábio, atento, encaixou.

Quase todas as jogadas de ataque do Universitario passavam por Bejarano, que ia bem, mas o restante do time não o acompanhava. Aos 46, o meia deu um drible da vaca em Fabiano e colocou na cabeça de Palavacini. Livre na pequena área, o centroavante mandou para fora.

O intervalo não mudou o panorama do duelo, e os dois times buscavam o ataque. Logo aos seis minutos, De Arrascaeta demonstrou toda sua visão de jogo e serviu Damião, que deixou Filipetto sentado com um drible desconcertante, mas bateu para fora.

Aos 13, Fábio, que vinha participando pouco, teve que trabalhar. Depois do cruzamento da esquerda, a defesa não afastou e Castro concluiu desviado. O goleiro ia sendo encoberto, mas se esticou todo e deu um tapinha para fora.

Criticado por não ter correspondido com a camisa do Santos na última temporada, Damião demonstrou pelo menos esforço com a camisa celeste. Aos 16, Fabiano fez o chuveirinho e o centroavante cabeceou tirando do goleiro Robles, mas também tirou do gol.

Sentindo que o time ia se cansando, Marcelo Oliveira sacou De Arrascaeta para a entrada de Judivan. Aos 24 minutos, a revelação da base cruzeirense acelerou pela esquerda, entrou na área e chutou cruzado para fora.

O último a sair no campeão brasileiro foi Willian, que, entretanto, antes de dar lugar a Joel, ainda tentou um último chute. Depois de bate-rebate na área, ele ficou com a sobra e assustou Robles.

Se a entrada de Judivan fez bem ao Cruzeiro, a de Joel foi prejudicial e durou apenas seis minutos. Aos 38, Damião dividiu com Camacho, o camaronês chegou com os dois pés pelo alto no tornozelo do lateral adversário e foi expulso com cartão vermelho direto.

Não houve muito tempo para o Universitario exercer uma pressão. Talvez, nem se tivesse tempo, a equipe da casa teria futebol para isso. A Raposa, a essa altura satisfeita com o resultado, evitou correr riscos e esperou o apito final.

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Ficha técnica:.

Universitario de Sucre: Robles; Camacho, Filipetto, González e Ballivián; Rolando Ribera (Mercado), Silvestre (Urdininea), De la Cuesta e Bejarano; Castro e Palavicini. Técnico: Julio César Baldivieso.

Cruzeiro: Fábio; Fabiano, Paulo André, Léo e Mena; Willian Farias (Willians) e Henrique; De Arrascaeta (Judivan), Marquinhos e Willian (Joel); Leandro Damião. Técnico: Marcelo Oliveira.

Árbitro: Omar Ponce (Equador), auxiliado pelos compatriotas Carlos Herrera e Luis Vera.

Cartões amarelos: González (Universitario de Sucre); Willian Farias (Cruzeiro).

Cartão vermelho: Joel (Cruzeiro).

Estádio Olímpico Pátria, em Sucre (Bolívia). EFE