“A curto prazo, não há chance”, diz Petraglia sobre consolidação de jogos na internet

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2017 17h04

Atlético-PR e Coritiba se enfrentaram no último meio de semana em clássico transmitido na internet

Atlético-PR e Coritiba se enfrentaram no último meio de semana em clássico transmitido na internet

A transmissão do clássico entre Atlético-PR e Coritiba na internet foi um verdadeiro sucesso. Atingiu 3,4 milhões de espectadores, recebeu chuva de elogios e agradou à boa parte dos torcedores brasileiros. No entanto, tal prática não deve ser repetida com constância nos próximos anos. 

É isto, pelo menos, o que pensa Mario Celso Petraglia.

Principal figura política do Atlético-PR, o presidente do Conselho Deliberativo rubro-negro ainda vê empecilhos para a consolidação das transmissões online no futebol brasileiro.

“A ideia do Atlético-PR é sempre pensar na inovação, no que vai acontecer daqui a cinco, dez anos. Mas eu não vejo, a curto prazo, qualquer chance de mudança (na forma como se transmite futebol no Brasil). Temos problemas na legislação, problemas seríssimos de monopólio da Rede Globo… Não posso te dizer como vai ser no futuro“, afirmou o dirigente, em entrevista exclusiva a Flavio Prado que vai ao ar no próximo fim de semana, na Rádio Jovem Pan. 

O Atletiba do último meio de semana foi transmitido ao vivo pelo Youtube e pelo Facebook – em prática inédita na história do futebol brasileiro. Isto só aconteceu porque os dois clubes não consideraram justos os valores oferecidos pela TV Globo para a transmissão do Campeonato Paranaense – cerca de R$ 1 milhão para cada.

A experiência, de acordo com Petraglia, foi válida, mas apenas embrionária. A maior parte dos clubes da Série A, afinal, já têm acordos costurados com emissoras de TV para a transmissão de seus jogos nos principais torneios do País nos próximos anos.

Fizemos esse teste para saber como funcionava. Foi um sucesso muito grande. A continuidade eu não sei. Não tenho bola de cristal para saber o que vai acontecer nos próximos anos. Mas há grandes companhias se movimentando, o grupo Turner, o Facebook, o Google, o Twitter… Mecanismos novos. Hoje, seria temerário afirmar alguma coisa, decretou.