Daniele Hypolito volta atrás em decisão de aposentadoria e vai tentar vaga a Tóquio

  • Por Jovem Pan
  • 23/09/2016 17h19

Aposentadoria? Que nada! Daniele Hypólito vai tentar participar de sua sexta Olimpíada

Daniel Ramalho/AGIF/Estadão Conteúdo Aposentadoria? Que nada! Daniele Hypólito vai tentar participar de sua sexta Olimpíada

Primeira brasileira a ganhar uma medalha em Campeonatos Mundiais de Ginástica, Daniele Hypolito disse, após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que iria se aposentar em 2017. Menos de dois meses depois, no entanto, o cenário já é outro. Em entrevista exclusiva a Fredy Junior que vai ao ar no próximo Domingo Esporte, da Rádio Jovem Pan, o irmão de Daniele, Diego Hypolito, revelou que a ginasta mudou de ideia e vai prolongar a carreira por pelo menos mais três anos. Daniele, portanto, vai tentar vaga aos Jogos de Tóquio, em 2020. 

Diego fez a revelação no momento em que falava sobre a importância da irmã na Rio-2016 – ele ganhou a medalha de prata no solo“Essa medalha também é dela, né? Ela se esforçou muito, foi para a quinta Olimpíada… Ia se aposentar, mas, depois de ver como tudo está acontecendo, vai ficar até Tóquio, também. Ela é uma guerreira. Merece todos os triunfos. Abriu as portas para mim, para a Daiane, para todo mundo…”, disse Diego Hypolito, confirmando que a irmã tentará disputar a sexta Olimpíada da carreira.

A revelação surpreende, já que Daniele parecia convicta da aposentadoria. Com cinco participações olímpicas nas costas, a ginasta dizia que não competiria mais no maior evento esportivo do mundo. A intenção dela era terminar a faculdade de marketing e, quem sabe, ir a Tóquio-2020 para atuar em outra área – como imprensa ou gerenciadora de carreiras. 

Tudo mudou depois do excelente desempenho da ginástica brasileira nos Jogos do Rio. Diego Hypolito (solo) e Arthur Zanetti (argolas) faturaram medalhas de prata, e o jovem Arthur Nory (solo) ganhou um surpreendente bronze. Entre as meninas, Flávio Saraiva (trave) teve o melhor desempenho e por pouco não subiu ao pódio: foi a quinta colocada em uma prova para lá de polêmica. 

Os resultados animaram Daniele, que vai tentar, no Japão, a sua primeira medalha olímpica. Prata no Mundial de 2001 e dona de dez condecorações pan-americanas, ela participou de todas as edições dos Jogos desde Sydney-2000, mas nunca conseguiu subir ao pódio. No Rio, competiu em apenas uma prova (por equipes) e, ao lado de Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Flavia Saraiva e Lorrane Oliveira, ficou com a oitava posição. Na Olimpíada de Tóquio, terá 35 anos.