De aluno a professor: atletas que fizeram sucesso como jogadores e como técnicos

  • Por Jovem Pan
  • 14/10/2015 22h37
Grandes técnicos do futebol mundial foram grandes jogadores - e vice-versa

Nesta quinta-feira, 15 de outubro, comemora-se o Dia do Professor, uma homenagem aos profissionais que se dedicam a educar as pessoas em diversas áreas. No futebol também existe o cargo de professor, mesmo que de maneira diferente das escolas e universidades: os professores, no caso, são os técnicos, assim apelidados pelos atletas.

Só que boa parte dos professores do futebol já foi aluno um dia. Alguns jogadores aproveitaram muito bem o conhecimento adquirido quando atuavam nos campos para, mais tarde, brilhar no comando de equipes vitoriosas. Veja exemplos treinadores que vencedores que já foram bons “alunos” um dia.

Muricy Ramalho

Apesar de ter feito mais sucesso como treinador, Muricy Ramalho também foi um bom jogador de futebol. Atuando como meia, ele defendeu o São Paulo e o Puebla, do México, por seis temporadas cada um e conquistou o Paulistão de 1975, o Campeonato Brasileiro de 1977 e o Mexicano de 1983. Como treinador, todos já sabem: coleção de títulos brasileiros, estaduais, Libertadores, e por aí vai…

Marcelo Oliveira

O atual técnico do Palmeiras se destacou ao comandar o Cruzeiro no bicampeonato brasileiro de 2013 e 2014, mas, como “aluno”, ou como jogador, defendeu por 12 anos o rival Atlético-MG, onde foi tetracampeão mineiro. Meia-atacante, Marcelo Oliveira também conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1975 pela Seleção Brasileira.

Zagallo

O Velho Lobo aproveitou tão bem seus períodos como “aluno” e “professor” no futebol que ostenta a participação em quatro dos cinco títulos mundiais da Seleção Brasileira. Em 1958 e 1962, era o ponta-esquerda titular da equipe bicampeã que contava também com Pelé e Garrincha. Já em 1970 foi o comandante do time que encantou o mundo e é, até hoje, considerado um dos melhores da história. Já em 1994, Zagallo era coordenador técnico da Seleção que conquistou o tetra nos Estados Unidos. E ele só não foi penta porque, em 1998, sob seu comando, o Brasil perdeu para a França na final.

Franz Beckenbauer

Lenda do futebol mundial, Beckenbauer é uma espécie de Zagallo germânico: conquistou a Copa do Mundo como jogador e como treinador. A primeira delas foi em 1974, quando era capitão da Alemanha; a segunda foi em 1990, quando comandou a equipe de Völler e Klinsmann no título sobre a Argentina.

Johan Cruyff

Não é difícil ter uma noção da importância de Cruyff como jogador: o craque foi o grande responsável por nada menos que oito títulos holandeses e três da Liga dos Campeões do Ajax, além do vice da Holanda na Copa do Mundo de 1974. Como treinador, sua importância não foi menor: foram diversos títulos pelo próprio Ajax e pelo Barcelona, incluindo seis campeonatos nacionais e a Liga dos Campeões da Europa de 1991-1992 pelo clube catalão.

Pep Guardiola

Como jogador, Guardiola já mostrava a inteligência que o levou a ser o treinador mais cobiçado do mundo. Mais que inteligência, ostentou diversos títulos nacionais e europeus pelo Barcelona. Mais tarde, como treinador, aplicou as lições aprendidas com Cruyff para faturar tudo e mais um pouco no mesmo clube. Foram, ao todo, 14 troféus levantados com Messi, Xavi, Iniesta e Cia. antes de começar a treinar o Bayern de Munique.

Vanderlei Luxemburgo, o grande “pofexô”

Diferentemente dos outros nomes desta lista, Luxa teve uma carreira apagada como jogador. No entanto, o “pofexô” não pode ficar de fora de uma homenagem aos professores do futebol, até por ser a personificação do apelido. Nos gramados, teve carreira curta, de apenas nove anos, sendo sete deles no Flamengo, a maioria como reserva de Júnior na lateral-esquerda. Já como treinador não é preciso falar muito: foi multicampeão por diversas equipes como Palmeiras, Corinthians, Santos e Cruzeiro.