De malas prontas! Everton Ribeiro teria espaço em algum time paulista?

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2017 20h33
Everton Ribeiro está desde 2015 no Al Ahli

Eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro por duas temporadas seguidas, em 2013 e 2014, quando defendia o Cruzeiro, o meia Everton Ribeiro foi vendido em janeiro de 2015 para o Al Ahli, dos Emirados Árabes. Desde então, seu nome sempre foi cogitado durante as janelas de transferências para uma possível volta, algo que nunca se concretizou. No entanto, dessa vez o jogador de 27 anos está decidido a retornar ao futebol brasileiro.

Nesta terça-feira, Robson Ferreira, empresário de Everton Ribeiro, garantiu que o meia nunca esteve tão próximo de retornar ao futebol brasileiro. “Após várias ofertas tentadoras do futebol chinês, inclusive do time de Felipão (Guangzhou Evergrande), nunca antes um clube brasileiro esteve tão próximo”, disse o empresário, que há mais de uma semana vem se reunindo com representantes do Al Ahli para tentar rescindir o contrato.

Caso consiga a liberação no clube dos Emirados Árabes, a concorrência por Everton Ribeiro seria enorme no futebol brasileiro, em especial entre os times paulistas, que estão sonhando alto este ano. Mas, será que o meia teria espaço no Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo? Ela seria solução ou faria sombra para alguém? A Jovem Pan Online analisa a possibilidade e mostra como ele poderia ajudar cada equipe, caso seja contratado. Confira:

Corinthians

Formado pelo Corinthians, Everton Ribeiro poderia ter uma sorte melhor caso voltasse ao Parque São Jorge nesta temporada. Diferente de 2007, quando ainda atuava na lateral-esquerda, dessa vez o jogador de 27 poderia ser uma das referências do sistema ofensivo da equipe comandada por Fábio Carille.

O meia poderia jogar junto com Jadson e Rodriguinho, formando a linha de três no meio de campo corintiano, que vem atuando no esquema 4-2-3-1. Canhoto, o treinador poderia utilizar o jogador aberto pelo lado esquerdo, no lugar de Ángel Romero, que apesar de toda a vontade demonstrada nos jogos, sempre lhe falta técnica e suas atuações são questionadas.

Palmeiras

Um dos empecilhos para a contratação de Everton Ribeiro poderia ser o seu salário. No entanto, dinheiro é algo que não costuma faltar para o atual campeão brasileiro. Com apoio de seu patrocinador, a Crefisa, o clube fez um alto investimento para a temporada 2017 e possui um teto salarial elevado, comparado ao dos rivais.

Dinheiro à parte, mesmo com um grande número de jogadores no meio de campo, Everton Ribeiro ainda teria espaço no Palmeiras. Com sua qualidade no passe, o meia poderia atuar mais recuado, à frente de Felipe Melo, desempenhando a função que vinha sendo realizada por Moisés, que se contundiu e volta ao time apenas no segundo semestre.

Santos

Desejo antigo do Santos (desde quando defendia as cores do Coritiba), Everton Ribeiro teria um concorrente à altura no Peixe, caso fosse contratado. O meia possui características parecidas com as de Lucas Lima, camisa 10, também canhoto e que desempenha a função de armador no time comandado por Dorival Júnior.

Para figurar entre os titulares no Peixe, o meia de 27 anos teria então que mostrar toda sua versatilidade, evidenciada nos tempos de Cruzeiro, e buscar seu espaço mais à frente. A disputa seria com o jovem Vitor Bueno e com o recém-chegado, Bruno Henrique, que costumam atuar pelas lados do campo.

São Paulo

É público e notório o desejo do técnico Rogério Ceni por mais um jogador com as mesmas características de Cueva, um armador, para comandar o meio de campo do time. A única diferença entre o peruano e Everton Ribeiro é a preferência pelo pé na batida da bola. Enquanto o camisa 10 Tricolor é destro, o ex-jogador do Cruzeiro é canhoto.

E assim como Cueva, Everton Ribeiro sempre se destacou na carreira pelas assistências e também pelo faro de gol – no Cruzeiro foram 23 gols em duas temporadas. No atual time do São Paulo, o meia de 27 anos poderia até atuar ao lado do peruano, ou mais recuado, no lugar de Cícero ou Thiago Mendes, volantes que costumar chegar com frequência ao ataque.