Deivid critica preconceito com jovens técnicos e destaca: “estudo desde 2007”

  • Por Jovem Pan
  • 17/01/2016 14h11
Aos 36 anos

Jovem, inexperiente, porém, estudioso. Treinador do Cruzeiro com apenas 36 anos, o ex-atacante Deivid não caiu de paraquedas no comando da raposa. Em entrevista à rádio Jovem Pan neste domingo (17), o técnico celeste destacou o período de estudos antes mesmo de encerrar a carreira como jogador, disse não ter queimado etapas na sua preparação e ainda comentou sua filosofia de trabalho.

“Eu estudo desde 2007, quando estava na Turquia e pensava em ser treinador. Quando vim par o Brasil em 2010, para o Flamengo, tinha a ideia de parar e fazer alguns estágios. No momento em que fui para o Coritiba e parei de jogar futebol, comecei a estudar aqui no Brasil, fiz alguns cursos. Fiz estágios com o Gallo no sub21 (da Seleção Brasileira), com o Geninho no Avaí, com o Amadeu no Vitória, com o Abel no Inter. E quando ia pra Europa ficar dois meses, o Vanderlei (Luxemburgo) me convidou e foi um aprendizado muito grande. Fiquei dois anos como auxiliar e pude colocar tudo em prática”, comentou o ex-atacante que ainda criticou o preconceito sofrido por novos treinadores no país.

“Quando você é jovem e assume um clube como o Cruzeiro, fica essa dúvida por você ser inexperiente. Na nossa cultura, não encontramos uma balança. Se você tem 36 anos e acabou de parar, é inexperiente. Você pega um treinador com 70 anos e que nunca estudou, mas ele é experiente… na Europa, o Villas Boas assumiu o Porto com 33 anos e ganhou tudo. O Mourinho quando assumiu o Benfica, tinha sido só auxiliar”, afirmou.

Deivid ainda revelou convites para assumir algumas equipes antes de chegar ao Cruzeiro, mas recusou por não se sentir pronto. O ex-atacante ainda destacou seu estilo de comando e mostrou gostar de montar sua equipe privilegiando a pose de bola.

“Eu tive convite para assumir a sub15 quando o Gallo era coordenador (da Seleção Brasileira) e não aceitei porque não estava preparado. Tive convite para ficar no Vitória mas não aceitei porque queria rodar mais e aprender outros conceitos”, explicou.

“O mais importante (para que o trabalho dê certo) é o jogador comprar a ideia. Eles se adaptaram a minha metodologia de trabalho. O conceito que eu gosto é de ter a bola, que nem um treinador falava para mim: ‘se o objetivo da partida é chegar ao gol, temos que ter a bola’. Para chegar, precisar ter a posse de bola, e estou conseguindo mostrar isso para os atletas”, completou o comandante cruzeirense.