Depois de adiamento de inauguração, Dilma visita obras da Arena Amazônia

  • Por Agência EFE
  • 14/02/2014 21h02
Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas no dia 18 de dezembro

A presidente Dilma Rousseff visitou nesta sexta-feira as obras da Arena Amazônia, o estádio de Manaus onde serão disputadas quatro partidas da Copa do Mundo, e disse que não sabe se voltará para a inauguração, já adiada por três vezes.

Dilma tinha viajado inicialmente a Manaus para participar da inauguração do estádio nesta sexta-feira, mas o atraso das obras impediu que ela presidisse uma cerimônia oficial de entrega da Arena Amazônia. Na ocasião, a presidente aproveitou para elogiar a beleza do local.

“Isto não é uma inauguração. É uma visita. Não sei se voltarei para a inauguração. Vai depender da minha agenda”, afirmou a chefe de Estado em declarações aos jornalistas após a visita ao estádio, inspirado em uma cesta indígena de palha carregada de frutas típicas.

Dilma não se atreveu a dizer que era o mais bonito dos 12 estádios que foram construídos ou reformados no país para não melindrar os outros 11, mas, na sua opinião, “este é com segurança um dos mais lindos”.

O governo do estado do Amazonas, proprietário do estádio, anunciou três datas diferentes para a inauguração das obras, que estão 97% concluídas.

O estádio seria inaugurado inicialmente em 20 de dezembro, data limite estabelecida pela Fifa, mas o prazo foi estendido, primeiro para meados de janeiro e depois para esta sexta-feira.

O governador do Amazonas, Omar Aziz, que acompanhou a presidente na visita, preferiu não se comprometer com uma nova data, mas disse que a obra será entregue em breve.

A Arena Amazônia será visitada no próximo domingo pelo secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, qo início de uma nova visita ao Brasil para inspecionar os estádios que ainda não ficaram prontos.

Até agora foram inaugurados sete dos 12 estádios e outros três serão entregues nas próximas semanas. Os únicos que realmente preocupam a Fifa são a Arena da Baixada, em Curitiba, e o Itaquerão, em São Paulo, sede da partida de abertura da Copa, no dia 12 de junho.

Durante a visita, que durou meia hora, a presidente passou pelos vestiários, por parte das escadarias e pelo campo, onde ainda brincou com a Brazuca, nome da bola oficial que será usada no Mundial.

A Arena Amazônia, com capacidade para 44 mil torcedores, apesar de Manaus não ter um clube de futebol de primeira divisão, custou quase R$ 670 milhões. O estádio receberá quatro partidas, entre elas um clássico entre dois campeões mundiais: o duelo entre Inglaterra e Itália.

A construção atrasou principalmente por uma série de acidentes ocorridos nos últimos dez meses e que provocaram a morte de três operários. O último deles aconteceu há exatamente uma semana.

O português Antonio José Apita Martins morreu após cair em sua cabeça uma peça metálica enquanto desmontava um guindaste.

Antes da visita ao estádio, Dilma participou da inauguração de um barco-escola e anunciou investimentos de R$ 420 milhões em novas obras para melhorar a mobilidade de Manaus.