Dilma condena racismo no Peru contra Tinga em jogo da Taça Libertadores

  • Por Agencia EFE
  • 13/02/2014 11h03

São Paulo, 13 fev (EFE).- A presidente Dilma Rousseff condenou nesta quinta-feira os insultos racistas contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, durante uma partida realizada no Peru contra o Real Garcilaso, pela Taça Libertadores da América.

“Foi lamentável o episódio de racismo contra o jogador Tinga, do Cruzeiro, no jogo de ontem, no Peru”, afirmou Dilma em mensagem postada no Twitter, na qual anunciou que junto com a ONU e a Fifa lutará contra a discriminação durante o desenvolvimento da Copa do Mundo do Brasil.

O jogador Tinga, de Cruzeiro, ex-Borussia Dortmund e campeão da Libertadores com o Internacional, entrou em campo no segundo tempo, quando foi atacado verbalmente por parte da torcida da equipe peruana por ser negro.

“Ao sair do jogo, Tinga disse q trocaria seus títulos por um mundo c/ igualdade entre as raças. Por isso, hoje o Brasil inteiro está #FechadoComOTinga”, disse Dilma.

A governante, torcedora do Atlético Mineiro, ressaltou que “o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito”.

“Acertei com a ONU e a FIFA, que a nossa #CopaDasCopas também será a #CopaContraORacismo”, acrescentou.

O Cruzeiro, campeão brasileiro de 2013, perdeu por 2 a 1 para o Real Garcilaso em Huancayo, em sua estreia no grupo 5 da Taça Libertadores da América.

Segundo o zagueiro Dedé, cada vez que Tinga pegava na bola, eram possível ouvir gritos imitando um macaco.

O próprio Tinga expressou sua indignação após o encontro. “Joguei quatro anos na Alemanha e nunca aconteceu isso. Agora ocorre em um país muito parecido com o nosso, com mistura de raças. Trocaria um título pela igualdade de raças e respeito”.

O diretor esportivo de Cruzeiro, Alexandre Mattos, afirmou que os responsáveis pelos insultos racistas “são covardes” e representam “um retrocesso na humanidade”.

O treinador de Cruzeiro, Marcelo Oliveira, pediu que a Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) que tome medidas contra o racismo.

“Devemos exigir punições para que isto não volte a acontecer”, declarou. EFE