Diretor de futebol alega “razões particulares” e se demite do São Paulo

  • Por Jovem Pan com Estadão Conteúdo
  • 07/06/2016 12h11
Divulgação/Rubens Chiri/saopaulofc Luiz Antônio Cunha - Divulgação

Diretor de futebol do São Paulo, Luiz Antônio da Cunha não trabalha mais pelo clube paulista. O dirigente pediu demissão nesta terça-feira, após se reunir com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. A informação foi anunciada pelo próprio São Paulo, por meio de nota oficial. 

No comunicado divulgado a público e imprensa, Cunha explicou que o pedido de desligamento foi motivado por razões particulares. De acordo com o repórter Marcio Spimpolo, da Rádio Jovem Pan, contudo, o que provocou a demissão foi, principalmente, uma divergência referente ao valor investido na contratação do peruano Christian Cueva.

O diretor de futebol teria se sentido desprestigiado com a concretização do negócio, já que era contra o pagamento de quase R$ 9 milhões pelo atacante. Para Cunha, o São Paulo deveria guardar dinheiro para acertar a permanência de Maicon na arrastada negociação com o Porto. 

“Tive uma conversa franca com o presidente, expliquei que meu desligamento se dá por razões particulares e que optava por sair agora porque assim o São Paulo poderá se preparar com tranquilidade para a reta final da Libertadores”, explicou Luiz Cunha, ao site do São Paulo. 

“Estou muito orgulhoso em ter ajudado o time a chegar nessa fase e desde já fica minha torcida para que alcancemos o tão sonhado tetracampeonato”, acrescentou, antes de ser extremamente elogiado por Leco. 

O presidente do São Paulo desejou sorte ao agora ex-companheiro de clube. “O Luiz foi de enorme valia nessa reconstrução que estamos realizando desde que assumimos a presidência, e somos todos muito gratos a ele por isso. Desejo que ele siga tendo muito sucesso em seus desafios, porque sucesso é uma palavra que já está incorporada à sua biografia”, decretou. 

Cunha chegou ao futebol profissional após Leco mexer em três cargos no departamento. O vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, o então diretor de futebol, Rubens Moreno, e o coordenador técnico Milton Cruz foram desligados das funções no fim de março. Além de Cunha, na ocasião, o clube contratou para compor a equipe de trabalho o ex-volante Pintado, que treinava o Guarani.