E o vexame? Brasil trucida pessimismo e segue onipresente em Copas

  • Por Jovem Pan
  • 22/03/2017 16h03

Deu a lógica: Seleção Brasileira se classificou para a 21ª Copa do Mundo da história

Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação Deu a lógica: Seleção Brasileira se classificou para a 21ª Copa do Mundo da história

Maior campeã de todos os tempos, a Seleção Brasileira se classificou para mais uma edição de Copa do Mundo. Embora relevante, o fato, por si só, não surpreende – pelo contrário: com a vaga para a Rússia-2018, o Brasil se manteve como único país a disputar todos os Mundiais da história. 

O desempenho perfeito com Tite transmite a ideia de facilidade, mas a classificação brasileira à 21ª Copa não foi tão simples quanto a tabela das Eliminatórias pode sugerir.

Uma série de fatores chegou a colocar em xeque a possibilidade de a Seleção participar do maior torneio do planeta. Um pessimismo generalizado, alimentado pelo mau despenho do selecionado nacional, fez boa parte da população brasileira sustentar a tese de que, pela primeira vez na história, o time pentacampeão mundial não disputaria uma Copa.

Tudo começou no fatídico 8 de julho de 2014. O 7 a 1 da Alemanha em pleno Mineirão provocou crise instantânea no futebol brasileiro e distribuiu pontos de interrogação pelo futuro da Seleção. Seria possível se reerguer até o próximo Mundial? Quanto tempo custaria a renovação?

Os primeiros passos pós-7 a 1 só multiplicaram as dúvidas. Demitido em 2010, Dunga voltou a assumir a Seleção e, apesar do desempenho irretocável em amistosos, acumulou vexames em torneios oficiais: foi eliminado pelo Paraguai nas quartas de final da Copa América e sequer conseguiu passar por um grupo com Equador, Haiti e Peru na Copa América Centenário.

Para piorar, o início nas Eliminatórias não foi dos melhores. Nos primeiros seis jogos, o Brasil perdeu para o Chile e empatou com Argentina, Uruguai e Paraguai. Vitórias? Só diante dos frágeis Peru e Venezuela, dentro de casa. A sexta colocação após um terço da competição só fortalecia a tese de que a Seleção não viajaria para a Rússia em 2018.

Mas a Seleção se acertou depois da chegada de Tite, embalou nas Eliminatórias e manteve a condição de único onipresente em Copas. O pessimismo foi chutado para longe, e, assim como acontece desde 1930, o Brasil vai participar do maior torneio de futebol do planeta.

Que se faça justiça: mesmo na fase ruim, Carlos Alberto Parreira sequer cogitou a possibilidade de o Brasil não disputar o MundialSe, na época, o discurso soava arrogante, nesta quarta-feira, não passa de uma improvável previsão.

A Rússia é realidade. 

O hexa? Um sonho que pode ser realizado já no ano que vem.