Em entrevista, Parreira diz que Guardiola não serviria para a Seleção em 2014

  • Por Jovem Pan
  • 10/07/2015 16h04

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Depois da revelação de Daniel Alves de que o técnico Pep Guardiola se ofereceu para comandar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, Carlos Alberto Parreira resolveu se pronunciar sobre o caso. Sempre falando o que pensa, o ex-coordenador da CBF e ex-técnico concedeu entrevista ao programa Bate-Bola, da ESPN Brasil, e afirmou de forma contundente que o espanhol não serviria para treinar o Brasil.

A principal justificativa de Parreira para Guardiola não ser a alternativa para resolver os problemas da Seleção é que, para ele, um técnico estrangeiro precisa passar por um clube brasileiro para conhecer fundo o futebol nacional.

“Nessas circunstancias, eu acho que não ajudaria em nada, sou contra. Conheço o trabalho do Guardiola. Foram 14 títulos em 16 competições. Mas uma coisa é dirigir o Barcelona, que só tem craque, tem recurso. Outra é no futebol brasileiro, que a Seleção se reúne a cada dois meses. Até ele entender a cultura demanda um tempo grande. Acho que em clubes os técnicos estrangeiros fariam trabalhos maravilhosos. Se algum deles vier aqui no Brasil, ganhar três Brasileiros, uma Copa do Brasil, aí sim tem que assumir a Seleção. Mais primeiro tem que entender a cultura”, disse. “Colocar um estrangeiro não vai resolver um problema de uma hora para outra. Nossos treinadores lidam com dificuldades muito grandes, atrasos salariais, falta de estrutura, nível intelectual, queima de etapas. Seria muito bom se o Guardiola vir trabalhar em um projeto de cinco, dez anos. Mas quem garante que o Brasil seria campeão com ele chegando aqui um ano antes? Acho ele um dos melhores do mundo, sabe como treinar um time. Seria útil, mas não naquele contexto. O técnico da Seleção tinha que ser brasileiro”, completou.

Parreira também garantiu que faria novamente a previsão de que a Seleção Brasileira estava com uma mão na taça nas circunstâncias da Copa de 2014 e assegurou que o Brasil vai se classificar para o Mundial de 2018.

“A gente jogava em casa, tinha a obrigação. Se tivesse que repetir, faria a mesma previsão (sobre a mão na taça). E o Brasil não fica fora da Copa de 2018. Baseado no time que nós temos e nos times da América do Sul. São 18 jogos, quatro vão direto e o quinto vai para a repescagem. O Brasil tem uma vaga garantida entre os três primeiros. Eu sou otimista. Vai ter dificuldade, não vai se fácil. Mas em 2001 perdemos seis jogos e mesmo assim fomos à Copa em terceiro”, apontou.