Em nova função, Milton Cruz se diz valorizado no São Paulo e elogia Bauza

  • Por Jovem Pan
  • 14/02/2016 15h23
Rubens Chiri/saopaulofc.net/Divulgação Rubens Chiri/saopaulofc.net/Divulgação Milton Cruz foi coordenador técnico do São Paulo por quase 20 anos. Agora, arrisca-se como treinador

Milton Cruz está desde 1999 trabalhando no São Paulo como assistente e, ocasionalmente, técnico interino. Com a chegada do argentino Edgardo Bauza, ele foi incumbido de chefiar o núcleo de análise de desempenho do clube. Mesmo assim, Milton garantiu, em entrevista para a Rádio Jovem Pan, que não está incomodado com a mudança.

“O treinador é muito gente boa, tem me dado apoio total com a comissão técnica, me perguntado muitas coisas. É importante ter uma pessoa que conhece os jogadores, ontem o Bauza mesmo perguntou o que tinha acontecido errado contra o Corinthians (no 6 a 1), qual formação tinha sido usada. Ele tem me ajudado bastante e eu a ele também”, disse o ex-auxiliar. “Minha função dentro de campo é importante, e eu faço a função de observador e auxiliar há muito tempo. Não preciso estar em uma sala fechada para observar jogadores”.

Além disso, Milton Cruz afirmou se sentir bastante valorizado no Tricolor. “Eu acho que eles sabem do meu valor, o que eu fiz, são 21 anos como funcionário e mais seis como jogador. Fui criado no São Paulo, morei debaixo da arquibancada, então tenho um amor pelo clube. A imprensa valoriza muito o meu trabalho, a diretoria também tem gente que valoriza muito”, declarou.

Para Milton, a rivalidade entre Corinthians e São Paulo tem sido mais intensa ultimamente. “De um tempo para cá, o Corinthians é o time que o São Paulo tem essa rivalidade. É clássico, a rivalidade existe sempre entre torcedores, mas dentro de campo tem lealdade. Agora o Corinthians é o time a ser batido. Tivemos aquele resultado (derrota por 6 x 1 no Brasileirão de 2015), que foi uma coisa anormal, não pode um time como o São Paulo, em um clássico, tomar três gols de bola parada no primeiro tempo. Não tínhamos jogadores experientes como Rogério Ceni, Ganso e Luís Fabiano, então acho que quando levamos um gol as coisas começaram a ficar difíceis”, lembrou o então técnico interino do Tricolor na época.