Em repetição de técnicos de 19 anos atrás, Felipão leva vantagem nos títulos

  • Por Jovem Pan
  • 30/07/2014 10h53
Felipao da Seleção brasileira durante entrevista coletiva na Granja Comary, 09 de julho de 2014. HEULER ANDREY/Mowa PressFelipão em coletiva de imprensa na Granja Comary

As coisas dificilmente mudam no futebol brasileiro, prova disso é que Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Flamengo e São Paulo repetem hoje os mesmos treinadores que tinham em 1995. Se o passado é de algum modo fonte de esperança, melhor para a torcida gremista, que fechou com Luiz Felipe Scolari na última terça-feira. Há 19 anos atrás, o treinador se consolidava na elite da América do Sul ao conquistar a Libertadores com o time gaúcho.

Felipão havia assumido a equipe gremista ainda em 1993, mas começou a ganhar destaque um ano depois, quando levou o time ao título da Copa do Brasil. A taça deu para os tricolores a chance de disputar a Libertadores no ano seguinte, onde se consagrou campeã ao bater o Atlético Nacional, da Colômbia. Scolari ainda conquistou o campeonato gaúcho naquele ano.

O título que faltou foi o do Mundial de Clubes. O Grêmio de Paulo Nunes e Jardel acabou derrotado nos pênaltis pelo Ajax, da Holanda, após empate por 0 a 0 no tempo normal. Mas isso não diminuiu o prestigio do comandante, que ainda conquistou o Campeonato Brasileiro, o Campeonato Gaúcho e a Recopa Sul-Americana no ano seguinte, indo para o Jubilo Iwata, do Japão em 1997.

Já Muricy ramalho não era de fato técnico do São Paulo em 1995, mas auxiliar-técnico de Telê Santana, mas ficou famoso por assumir o “Expressinho” da equipe tricolor, time composto na maioria por jovens jogadores que disputava partidas quando a equipe principal necessitava de uma folga. O auge de Muricy e desta equipe foi em 1994, quando conquistara a Copa Conmebol, enquanto em 1995 tiveram apenas oportunidades pontuais de jogo.

A grande decepção de 19 anos atrás com certeza foi Vanderlei Luxemburgo. O técnico, naquele momento bicampeão brasileiro pelo Palmeiras, foi contratado pelo Flamengo para liderar o ambicioso projeto de centenário do clube, com o “melhor ataque do mundo”, composto por Romário, Sávio e Edmundo. O projeto acabou em fracasso, com o melhor resultado rubro-negro sendo o vice-campeonato carioca, após ser derrotado pelo Fluminense na final. Sem mostrar resultados em campo e tendo desavenças com Romário fora dos gramados, Luxemburgo foi demitido no mesmo ano.

No Atlético-MG, Levir Culpi conseguiu levar o título do Campeonato Mineiro daquele ano, mas a equipe foi coadjuvante no Brasileiro. Já Abel Braga assumiu pela primeira vez em sua carreira o Internacional. Apesar de não ter conquistado nenhum título, ficou no clube até o final de 1996.