Empresário acusado de narcotráfico diz que era testa de ferro de Grondona

  • Por Agência EFE
  • 11/06/2015 15h04
***ARQUIVO / JULIO GRONDONA*** O presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA) e vice da Fifa, Julio Grondona, morreu nesta quarta-feira (30), aos 82 anos, vítima de complicações cardíacas. De acordo com informações do jornal "Clarín", Grondona foi internado com urgência em um hospital de Buenos Aires após sofrer uma indisposição cardíaca. (Foto: Felipe Sampaio Quintanilha - 25.05.2012/Fotoarena/Folhapress) Folhapress Julio Grondona foi presidente da AFA de 1979 até 2014

Patrício Gorosito, empresário de futebol argentino acusado por traficar mais de uma tonelada de cocaína à Europa, disse nesta quinta-feira que “era o testa de ferro” de Julio Grondona, ex-presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA) e ex-vice-presidente da Fifa, já falecido.

“Eu era testa de ferro, ou como queiram chamá-lo, de Julio Humberto Grondona”, afirmou Patrício Gorosito ao jornal argentino “La Nación” após a primeira sessão do julgamento por narcotráfico do qual é réu.

Além disso, na corte, Gorosito sustentou que “trabalhava para Julio Grondona”.

O nome do dirigente, que morreu em 2014, está envolvido no suposto escândalo de corrupção na Fifa.

Grondona aparece como acusado de receber US$ 15 milhões para a comercialização das próximas quatro edições da Copa América no relatório apresentado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que está à frente da investigação.

Por sua vez, Gorosito é acusado de ser chefe de uma quadrilha de contrabando de cocaína a Espanha e Portugal. Ele também era presidente do Arroyo Seco, um clube de futebol de Santa Fé, na região central da Argentina.

“Dei a cabeça por Grondona. Ele fez o estádio em Arroyo Seco, onde ia sempre”, disse Gorosito, sobre o clube que supostamente ele próprio fundou.

“O clube Real Arroyo Seco era dele. Era de Julio Grondona. Quando o vendi ao Rosario Central, ele levou o dinheiro e eu fiquei com um pouco”, concluiu Gorosito.