Escolinha do Professor Dunga: veja quem passou e quem ficou “de recuperação”

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2015 17h10
Quem atuou bem nos amistosos tem boas chances de figurar na convocação da Seleção para a estreia na Eliminatória

Os amistosos contra Costa Rica e Estados Unidos, realizados pela Seleção Brasileira nos últimos dias, foram as últimas partidas antes do início das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Por isso, serviram como teste para o complicado confronto diante do Chile, no dia 8 de outubro. Nessa “prova” do professor Dunga, alguns “alunos” mostraram seu potencial e podem ter cravado uma vaga entre os convocados. Já outros não conseguiram se destacar e viram suas “médias” caírem.

O Jovem Pan Online fez um resumo com os atletas que mais chamaram a atenção nos amistosos do Brasil – tanto para o bem quanto para o mal.

Firmino e Gabriel Paulista abaixo da média

Se os dois amistosos realmente fossem provas finais de uma escola, Roberto Firmino e Gabriel Paulista ficariam de recuperação. O primeiro, que tem começo difícil em sua passagem pelo Liverpool, jogou pouco e, quando o fez, não conseguiu acrescentar ao time. O mesmo aconteceu com o zagueiro do Arsenal, que vai ter de ralar para conseguir um lugar na disputada zaga brasileira.

Lucas e Willian se destacam pelos lados

Os dois meias gostam de jogar na mesma posição, pelo lado direito, mas conseguiram dividir as atenções de modo positivo. Willian infernizou a defesa americana no primeiro tempo do amistoso. No segundo, Lucas, que voltou a ser convocado depois de um bom tempo, fez o mesmo, inclusive dando assistência para Rafinha marcar seu gol.

Mesmo fora de posição, Hulk da conta do recado

Com Firmino na reserva, coube a Hulk fazer o papel de centroavante da Seleção nos amistosos. E, apesar de ter jogado a carreira toda pela direita, o atacante do Zenit mostrou que sua força física e seus chutes potentes podem ser úteis no meio da área também. Foi assim que ele marcou logo nos primeiros minutos diante da Costa Rica e dos Estados Unidos. Na falta de um homem-gol que seja unanimidade, Hulk se torna uma boa opção.

Mais opções para o meio de campo

Uma das carências da Seleção – e do futebol brasileiro como um todo -, a posição de meia-armador tem agora dois novos candidatos. Lucas Lima foi titular nos dois amistosos e, apesar de não ter sido decisivo, teve boas atuações. Rafinha Alcântara jogou menos, mas já mostrou habilidade e categoria ao marcar seu gol diante dos EUA. Ambos podem ser boas opções caso Philippe Coutinho continue não jogando com a amarelinha tudo o que joga com a camisa vermelha do Liverpool.

Neymar segue como o melhor da classe

Mesmo começando as partidas no banco de reservas e jogando poucos minutos diante da Costa Rica, Neymar mostrou porque é o principal aluno da classe de Dunga. Sua atuação no segundo tempo contra os Estados Unidos foi digna de nota 10: um pênalti sofrido e convertido, participação no gol de Rafinha e um golaço para fechar a goleada.