Éx-árbitro, Alfredo Loebeling critica duramente a arbitragem brasileira

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2015 19h09

Alfredo Loebeling não poupou os árbitros da final do Paulista de críticas e detonou comando de arbitragem

Alfredo Loebeling

Ex-árbitro de futebol e dono de uma língua afiada, Alfredo dos Santos Loebeling é um crítico contundente da arbitragem brasileira. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele explicou porque os erros de marcação nas partidas de futebol têm manchado tanto o esporte mais popular do mundo e do nosso país nos últimos tempos.

“A explicação é simples. Tem que lembrar que a arbitragem não é profissional e é comandada por quem não é do ramo. Eu tenho respeito pelo Coronel Marinho, por tudo o que ele fez na segurança pública, mas de arbitragem ele entende como eu entendo de física quântica. Cada macaco no seu galho. Se você não investe, não coloca gente técnica para cuidar, o resultado não pode ser outro”, declarou Loebeling.

Sobre as atuações dos árbitros na decisão do Campeonato Paulista, quando o Santos acabou ganhando o título sobre o Palmeiras, Loebeling não escondeu sua opinião.

“Primeiro que ele (Guilherme Ceretta de Lima) foi escolhido o melhor árbitro do campeonato, então não dá para acreditar em uma coisa dessas. Segundo que, por coincidência, o melhor árbitro do campeonato acabou sendo sorteado, entre aspas, para apitar a final. A arbitragem dele foi muito ruim como um todo. O pessoal fala que ele não deu um pênalti para o Palmeiras. Concordo, foi pênalti claro. Ele expulsou o Geuvânio errado, deixou de expulsar o Gabriel. Arbitragem muito ruim Como a arbitragem do (Vinicius) Furlan, no primeiro jogo, foi muito ruim”, frisou. “A tendência nossa, aqui em São Paulo, é voltar o que tivemos no começo da década de 90 e importar árbitros, porque não estamos formando. Quem está cuidando da escola de árbitros é a Silvia Regina. Não é questão de ela ser mulher, mas ela é muito ruim. É uma árbitra nota 2. Vai ensinar o que?”, prosseguiu.

Palmeirense confesso, Alfredo Loebeling explica como é a preparação para apitar jogos do seu time de coração.

“No começo é muito difícil. Você precisa aprender a não apitar Palmeiras e Corinthians. Você vai apitar o verde contra o preto. Esse é um caminho. E com o tempo você aprende a diferenciar as coisas. Depois que eu parei de apitar, eu tentei voltar a torcer como torcia antes, mas não é a mesma coisa. Eu sempre vejo o jogo olhando o árbitro, posicionamento, técnica e essas coisas todas”, finalizou.

Confira a entrevista completa no áudio acima!