Ex-dançarino, paracanoísta festeja 2015 “maravilhoso” e sonha com Rio 2016

  • Por Jovem Pan
  • 15/01/2016 09h18
Facebook/Reprodução Luis Carlos Cardoso é campeão mundial de paracanoagem e grande esperança de medalha no Rio 2016

Atleta de sucesso hoje, Luis Carlos Cardoso tinha a dança como sua maior paixão no passado. Dançarino profissional durante nove anos, chegou a dançar na equipe do cantor Franck Aguiar. Em 2011, porém, uma peça do destino colocou Luis em uma cadeira de rodas e o que poderia ser uma derrota se transformou em vitória. Campeão mundial e grande esperança de medalhas da paracanoagem brasileira nos Jogos paralimpicos de 2016, Luis Carlos conversou com exclusividade com a rádio Jovem Pan e destacou o sonho de brilhar no Rio de Janeiro.

Medalha de ouro em duas categorias no Mundial de Canoagem disputado na Itália (200m KL1 e nos 200m VL1), o piauiense fechou 2015 com dois troféus que coroaram a temporada. Vencedor do Prêmio Brasil Paralimpico, Luis Carlos festejou o ano que se encerrou e destacou a vontade de brilhar também em 2016.

“O ano passado foi maravilhoso. Fechei com chave de ouro, conquistei duas medalhas de ouro no mundial na Itália, e dois troféus no final do ano: melhor atleta da canoagem e melhor paratleta de todas as modalidades. Agora estou me preparando para as competições deste ano que começam agora em março. Copa Brasil, Mundial na Alemanha e depois os Jogos”, festejou.

“No Mundial vou disputar com outro brasileiro, quem ficar em primeiro lugar já garante a vaga nos Jogos. Ano passado demos show, trouxemos sete medalhas, eu trouxe duas de ouro. Acredito que nos Jogos vamos fazer o melhor e levaremos medalhas para casa”, completou Luis Carlos.

Se hoje brilha a cada remada e sonha com ouro no Rio de Janeiro, Luis Carlos via na música a sua grande paixão. Dançarino do cantor Frank Aguiar, o canoísta viu sua carreira ir por água abaixo após um parasita se alojou na medula o deixando paraplégico. A relação de amizade com Frank Aguiar permaneceu, e o ex-dançarino encontrou na paracanoagem não só uma forma de reabilitação, mas seu ganha pão.

“Trabalhei com o Frank de 2008 a 2009 e trabalhei por 9 anos profissionalmente. Eu tive uma infecção na medula por causa de um parasita no final e 2009. Fiquei quase tetraplégico na época, mas fui retomando alguns movimentos. Eu tenho muito carinho pelo Frank, foi um pai para mim quando mais precisei, ele me ajudou pra caramba. Hoje estamos sempre conversando, e é uma amizade que quero levar para o resto da vida”, comentou o canoísta.

“A canoagem apareceu como forma de reabilitação. Minha fisioterapeuta me indicou a canoagem para ajudar a evolução na fisioterapia e logo descobri que poderia me aprofundar mais. Fui para meu primeiro Brasileiro em 2011, conquistei medalha de prata e bronze que me garantiram na seleção brasileira”, completou o campeão mundial.