Ex-Palmeiras, colega de R10 explica por que não há salários atrasados no México

  • Por Jovem Pan
  • 22/05/2015 17h32
Futebol - Campeonato Paulista, 2007: Palmeiras 4x2 Paulista: o jogador William, do Palmeiras, festeja seu gol na vitória sobre o Paulista pela primeira rodada da competição, no estádio do Parque Antarctica, em São Paulo, SP. (São Paulo, SP, 18.01.2007. Foto de Rubens Cavallari/Folhapress)William pelo Verdão em 2007. Meia superou problemas no coração para continuar no futebol

William surgiu em 2006 no Palmeiras como uma grande promessa. Entretanto, ele teve dificuldades para se firmar, agravadas por um problema no coração que o afastou dos gramados por dois anos. Após rodar o Brasil por empréstimo e jogar no Japão, o “coração valente” se encontrou no Querétaro, onde é titular e companheiro de Ronaldinho Gaúcho.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o meia falou sobre o futebol no México, o colega famoso e a expectativa de chegar à final do campeonato nacional – mesmo tendo perdido a primeira semifinal para o Pachuca por 2 a 0.

“Foi um jogo muito complicado (a semifinal), tomamos dois gols muito rápido, fora de casa, e ainda tivemos uma expulsão no primeiro tempo que complicou muito. Mas 2 a 0 é um resultado reversível, teremos total possibilidade de fazer isso em nossa casa”, disse William, que ressaltou a força da torcida do Querétaro. “A capacidade do nosso estádio está entre 45 e 50 mil pessoas, e todos os ingressos vendidos”. O jogo de volta acontece no próximo domingo.

Após rodar em diversas equipes, o ex-palmeirense vibra com a titularidade. “Graças a Deus tenho conseguido fazer um bom trabalho. Desde que cheguei agarrei a posição de titular e tenho jogado todos os jogos, e isso é bom porque te dá motivação para continuar trabalhando, saber que não foi à toa que saí do meu país”, comemora.

Enquanto os clubes brasileiros sofrem com problemas financeiros e atrasam o pagamento dos salários dos jogadores, William conta que isso não existe no México. “Aqui recebemos em dia. Se o clube não paga os salários, não pode entrar no próximo torneio estando em dívida. Então é uma responsabilidade dos clubes ter salário em dia e nos dá segurança. Poderia ser feito no Brasil”, explica o atleta, que não pensa em voltar para a terra natal.

“Tenho mais dois e meio de contrato, e pretendo cumprir. Meu filho vai nascer aqui também, posso me naturalizar. Sinceramente, tento fazer minha carreira aqui, estou feliz, então não tenho planos de voltar por enquanto”.

Por fim, William comentou o recente episódio envolvendo Ronaldinho Gaúcho, que saiu do estádio ao ser substituído na partida contra o Pachuca, e os constantes rumores a respeito de uma saída do craque dos Gallos. “Pra gente (jogadores) não chegou muita coisa, estamos concentrados. Então não posso te dizer a fundo o que está acontecendo. Mas é normal, jogador fica chateado em sair do jogo. Eu ficaria chateado na mesma situação, então respeito a opinião de cada um”, disse, além de garantir que o craque está feliz.

“Ele tem contrato aqui, por mais um ano. As propostas são normais, e o clube tem de fazer um esforço se quiser que ele fique. Mas ele está feliz, tem ajudado nossa equipe, feito gols, e espero que fique. É um privilégio jogar ao lado dele”, finalizou.