Ex-superintendente da Infraero: “é necessário uma tranquilidade enorme”

  • Por Jovem Pan
  • 29/11/2016 11h08
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GRA003. LA CEJA (COLOMBIA), 29/11/2016.- Miembros de la Clínica San Juan de Dios reciben hoy, martes 29 de noviembre de 2016 en La Ceja (Colombia), al jugador del equipo brasileño Chapecoense Alan Ruschel. El futbolista brasileño Alan Ruschel es el primer superviviente del accidente del avión que transportaba al equipo de fútbol Chapecoense, que se estrelló anoche cuando se aproximaba al aeropuerto José María Córdoba de la ciudad colombiana de Medellín, según constató Efe en el hospital de la localidad de La Ceja, a donde empezaron a llegar los heridos. Ruschel, lateral izquierdo de 27 años, llegó conmocionado en una ambulancia, pese a lo cual preguntaba insistentemente por su familia y pedía que le guardaran el anillo de matrimonio. EFE/LUIS EDUARDO NORIEGA A. EFE/LUIS EDUARDO NORIEGA A Alan Ruschel

Edgard Brandão Júnior, ex-superintendente da Infraero e com experiências em tragédias aéreas como o acidente com o voo 3054 da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, conversou com a Jovem Pan nesta terça-feira (29) e destacou a necessidade de tranquilidade para lidar com uma tragédia como a desta madrugada, quando o voo que levava a equipe da Chapecoense para Medellín caiu, causando a morte de mais de 70 pessoas, incluindo atletas, comissão técnica, dirigentes e jornalistas.

“Quando se tem um acidente como o que aconteceu com a TAM em 2007, você tem que ter uma tranquilidade grande”, disse Brandão, que ainda explicou que o exército da Colômbia que deve cuidar de toda essa logística de resgate às vítimas. “Como não aconteceu próximo a nenhum aeroporto, o exército que cuida desse aparato. O resgate das vítimas tem que ser a prioridade e depois a identificação deles. Quando aconteceu o acidente da TAM, pedi para os legistas terem uma grande tranquilidade. É tudo muito complicado”, completou.

Para o ex-funcionário da Infraero, tudo leva a crer que o motivo do acidente foi uma pane elétrica, já que não há nenhum indício de explosão com a aeronave. Sobre a possibilidade do avião ter deixado a Bolívia praticamente sem combustível, Brandão afirmou que isso não pode acontecer e que há todo um preparo para levar a aeronave para outros aeroportos em caso de problemas.

“Isso não pode acontecer, porque primeiro todo voo que você faz conta com dois locais para você poder descer. Como acontece aqui em São Paulo com o Galeão ou Viracopos. Você deveria ter outro aeroporto lá para poder pousar. Me parece que a distância que caiu dava possibilidade de manter a autonomia. Essa questão de ser jogado ou não o combustível, se ele identificou a chance de pouso forçado, é um procedimento que já foi feito várias vezes”, contou.

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