“Excelente oportunidade”, analisa brasileiro da NFL sobre o Pro Bowl no país

  • Por Rafael Souto / Jovem Pan
  • 08/02/2016 01h49
O kicker do Kansas City Chiefs aproveitou sua passagem pelo Brasil para assistir a final do Super Bowl 50

Encontrar informações sobre o futebol americano era uma tarefa árdua para os amantes do esporte até algum tempo, imagina pensar em um jogador brasileiro atuando como destaque de um dos times mais tradicionais dos Estados Unidos?

Cairo Santos quebrou toda as barreiras ao assinar em maio de 2014 o seu primeiro contrato profissional com o Kansas City Chiefs e vencer a batalhar pela titularidade contra o famoso Ryan Succop.

Em conversa exclusiva com a Jovem Pan, o paulista comentou sobre o dia que entrou em campo pela primeira vez pelo Chiefs: “Lembro até hoje, foi inesquecível. Principalmente por lembrar de tudo o que passei, como o falecimento do meu pai, até chegar e realizar o meu sonho.”

Questionado sobre o crescimento do esporte no país, Cairo não escondeu a sua satisfação pelos brasileiros estarem dando a oportunidade para o futebol americano: “Eu acho que o povo brasileiro está reconhecendo a paixão e a emoção do futebol americano. As TVs a cabo vêm aumentando o número de transmissões”, afirma. Para ele, o fato de termos um brasileiro na liga ajuda ainda mais na entrada do esporte no Brasil. “Eu gosto de representar o país. Quero ser o embaixador deste crescimento aqui.”

O kicker avaliou com bons olhos a possibilidade do país receber o jogo das estrelas da NFL, mais conhecido como Pro Bowl: “a NFL tem o costume de realizar jogos em países diferentes e eu acho excelente a oportunidade para o Brasil sediar um jogo como o Pro Bowl num estádio como o Maracanã.”

Ao ser perguntado sobre o carinho dos fãs brasileiros que o chamam de “Cairão da Massa” nas redes sociais, não escondeu a sua satisfação: “o carinho que recebo dos torcedores que moram no Brasil é totalmente diferente do que recebo por parte dos americanos. É muito legal ser o representante deles na NFL”.

Foto: Reprodução/Facebook