Expulso por “tentar matar Aidar”, Ataíde se indigna: “só faltou eu sair algemado”

  • Por Jovem Pan
  • 26/04/2016 12h40

Ataíde Gil Guerreiro revoltou o ex-são-paulino Leandro ao criticar Kieza publicamente

São Paulo/Divulgação Ataíde Gil Guerreiro revoltou o ex-são-paulino Leandro ao criticar Kieza publicamente

Um dia depois de ter sido expulso do conselho deliberativo do São Paulo, o ex-vice-presidente de futebol do clube Ataíde Gil Guerreiro conversou com o repórter Marcio Spimpolo desabafou. Em entrevista exclusiva veiculada pelo Jornal de Esportes, da Rádio Jovem Pan, o ex-dirigente tricolor disse que se sente injustiçado pela forma como foi retirado do quadro de conselheiros vitalícios do Tricolor Paulista. Ataíde revelou que os votos que o tiraram do conselho deliberativo do São Paulo tiveram como justificativa “tentativa de assassinato” – por causa da agressão que ele teria cometido contra o ex-presidente são-paulino Carlos Miguel Aidar no fim do ano passado. 

“Eu fui expulso sob a justificativa de que houve uma tentativa de assassinato. Olha que coisa! Só faltou eu sair algemado da reunião. Foi um absurdo total!”, disparou Ataíde, que ainda comentou sobre a diferença de reações depois da decisão da última segunda-feira. Enquanto ele, Ataíde, deixou a reunião extremamente chateado, o seu ex-aliado Carlos Miguel Aidar, que também foi expulso do quadro de conselheiros do clube, saiu sorrindo, como se estivesse comemorando a votação da comissão de ética do São Paulo. 

“Isso é uma posição de caráter. Um saiu sorrindo, que foi o Carlos Miguel Aidar, porque não está se preocupando com as coisas. O outro, que fui eu, saiu muito triste e se achando muito injustiçado pelo que aconteceu. Principalmente porque, desde que esse processo começou, eu exigi que o ex-desembargador Opice Blum não me julgasse. Antes mesmo de eu dar depoimento, ele já havia se manifestado na imprensa dizendo que eu estava condenado e que tinha errado no meu ato. Depois, ele fez um voto de 40 minutos afirmando, absurdamente, que eu havia tentado assassinar o Carlos Miguel”, reclamou Ataíde.

Diferentemente de Carlos Miguel Aidar, que foi expulso do quadro de conselheiros do São Paulo por enfrentar denúncias de corrupção, Ataíde recebeu a pena máxima da comissão de ética por supostamente ter agredido o ex-presidente são-paulino em uma reunião no fim do ano passado. Tudo aconteceu em outubro. Rachado com Aidar, o então vice-presidente são-paulino teria acertado um soco no rosto do mandatário durante uma reunião da diretoria em um hotel na zona sul de São Paulo. Depois daquele fato, Ataíde deixou o cargo, entregou à imprensa uma gravação comprometedora de Aidar e, indiretamente, foi o responsável pela renúncia do ex-presidente. 

Para Ataíde, o fato de ele ter revelado a gravação de Aidar pode tê-lo prejudicado na reunião da última segunda-feira. “Dentro do conselho, a maior parte estava contra o fato de eu ter tornado pública a gravação (das confissões de Aidar). Mas eu só fiz aquilo a pedido da diretoria do São Paulo, que estava incomodada com as pressões da torcida. Essa decisão da entrega foi tomada de forma conjunta com o Leco e com o (José Francisco) Mansur (vice-presidente de marketing). O conselho nunca aceitou isto, o que pode ter contribuído para a minha expulsão”, avaliou Gil Guerreiro.

Agora, Ataíde se considera “uma página virada no futebol do São Paulo”. Assim como Carlos Miguel Aidar, ele não faz mais parte do quadro de conselheiros vitalícios do clube. Porém, ainda segue como associado do São Paulo. Apesar de a possibilidade existir, o ex-dirigente não acredita que possa também perder este cargo. “Acho que não vai chegar a esse ponto, mas a expulsão do Conselho Deliberativo já me doeu bastante, principalmente pela forma como aconteceu. Foi uma idioticeInfelizmente, a comissão de ética do São Paulo agiu de forma idiota. Não tem outra palavra para definir“, disse. 

Como é que vai falar de tentativa de homicídio? Se fosse isso, eu teria de ser julgado pela Justiça Criminal e não dentro do conselho do São Paulo. Apesar de tudo, eu sinto orgulho por ter conseguido tirar da presidência do São Paulo um sujeito que agia com desonestidade e sem nenhuma ética. Quando eu devia até ser elogiado por ter tirado um presidente que todo mundo queria tirar, lamentavelmente aconteceu isso“, acrescentou Ataíde, antes de sacramentar: o grande mal do São Paulo se chama Carlos Miguel Aidar“.