Falcão destaca que teve proposta do Corinthians, mas preferiu o São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 18/03/2015 14h24

Paulo Roberto Falcão participa do Esporte em Discussão

Paulo Roberto Falcão pediu clareza e respeito no comando do futebol brasileiro

Paulo Roberto Falcão foi o convidado desta quarta-feira do programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan. O Rei de Roma falou sobre o porquê de escolher o São Paulo na sua volta ao Brasil em 1985, derrota na Copa de 1982, atual carreira de treinador, reformulação no futebol brasileiro e mais.

Falcão começou sua carreira no Internacional, em 73, se transferiu para o Roma sete anos depois. Na Itália, se tornou ídolo e campeão nacional em quatro temporadas. Por fim, finalizou sua passagem pelos gramados no São Paulo, onde foi campeão paulista, em 86.

Um dos melhores jogadores de sua posição na década de 80, Falcão escolheu onde iria encerrar sua carreira e o premiado foi o tricolor paulista. Porém outros clubes fizeram propostas, como o Corinthians. “O São Paulo apareceu naquela ocasião e o Corinthians também tentou, mas preferi o São Paulo, já tínhamos conversado. Minha exigência era não ganhar salário, apenas bicho e publicidade e assim escolhi”.

Falcão continuou falando sobre o São Paulo e palpitou sobre o duelo de logo mais contra o San Lorenzo. “O jogo é muito difícil para o São Paulo, porém historicamente o time consegue nos momentos mais difíceis reagir. É um jogo da entrega, da superação. Não importa jogar bem, você tem que ganhar”.

Derrota amarga
A eliminação para a Itália na Copa de 1982 é um dos piores momentos do futebol brasileiro. Falcão esteve lá e acredita que o time perdeu por causa do “destino”.
“Alguns anos depois fizemos o mesmo jogo e ficou 9 a 0. Um time que faz 15 gols em cinco partidas e toma quatro, não dá para dizer que o time não sabe marcar. Era um time que tinha qualidade de jogo. A seleção perdeu por uma questão de destino”, disse.

Sobre a última eliminação, o 7 a 1 para a Alemanha, Falcão gostaria que os rumos do futebol brasileiro mudassem, mas é realista na análise. “Ninguém vai fazer nada depois deste 7 a 1. Para fazer alguma coisa você tem que ter pessoas competentes e que sejam bons na política. O competente quer só mostrar o trabalho dele e nesta área é muito importante a política”.

Carreira de treinador
Se o geral não muda, Falcão tenta mudar e melhorar a si próprio como treinador de futebol. Parado desde 2012, quando deixou a equipe do Bahia, o ex-jogador não está trabalhando atualmente, pois está estudando.
“Ano passado, depois de agosto, tive alguns convites. Porém, não quero passar em um time por dois meses, quero treinar e evoluir uma equipe. Para esse ano, meu objetivo é de continuar sendo treinador. Tenho exigências, mais de trabalho do que financeiras. Meu foco é treinar e espero que isso aconteça o mais rápido possível”.

Falcão, que recentemente fez um estágio na Fiorentina, é defensor do intercâmbio dos brasileiros na Europa e fala sobre sua experiência. “Fui quatro ou cinco vezes para conversar com as pessoas e você sempre aprende alguma coisa. Eles respeitam muito o Brasil e querem saber sobre os nossos treinos”.

Estagnado
Falcão também conversou sobre o que está acontecendo dentro das quatro linhas. Elogiou o futebol europeu e disse que o Brasil está “atrasado” há muito tempo.

“Sempre valorizamos muito a qualidade técnica. A gente nunca valorizou o jogador tático, só que hoje não temos tantos talentos assim. Hoje é preciso muita qualidade de treino, você precisa muito do treinador”.

Para Falcão, os jovens jogadores sabem como funciona a parte tática, mas não sabem aplica-la. Dentro de campo, qual a função de cada jogador? Na Europa isso é sabido, eles estão na frente. A ocupação de espaços é fundamental, você precisa estar muito compacto”.