Filipe Luís admite ter tido “diferenças” com Mourinho e sonha em ser treinador

  • Por Jovem Pan
  • 10/01/2016 17h23
Divulgação/Site Oficial Filipe Luís elogiou Simeone e afirmou que tem afinidade com o treinador argentino

Depois de se destacar no Atlético de Madrid entre 2010 e 2014, Filipe Luís teve a chance de defender o poderoso Chelsea na última temporada. No entanto, o sonho não saiu como planejado e, agora, de volta ao Atlético, o lateral-esquerdo da Seleção Brasileira comemorou o fato de estar em casa e revelou seus planos para o futuro em entrevista a Felipe Motta e Mauro Beting, da Rádio Jovem Pan.

“Não digo que tive ansiedade para voltar ao Atlético, mas, desde o momento em que tive oportunidade de voltar, quando o Atlético fez a proposta, eu não tive dúvidas. Aqui é minha casa, sou muito feliz, conheço o clube, conheço todo mundo. Me sinto bem dentro do campo, que é o mais importante, conheço muito bem o Simeone, o que foi o principal fator que me fez voltar ao Atlético”, disse Filipe. Essa afinidade com o argentino não existiu com José Mourinho, ex-treinador do Chelsea.

“Todo técnico quando fica muito tempo no clube os jogadores cansam. Não todos, mas a maioria. Não é fácil falar do Mourinho, porque é um grande técnico, é só olhar para os títulos que ele tem. Eu obviamente tive minhas diferenças com ele, mas nunca levamos isso para fora, simplesmente conversávamos. Continuei jogando quando tive que jogar. Hoje temos amizade, não temos nenhum problema, só que essa afinidade que eu tenho com o Simeone não tenho com ele e, como falei, estou muito feliz de ter retornado ao Atlético de Madrid. Mas acredito que ele é um dos melhores técnicos do mundo sem nenhuma dúvida”, completou.

Perguntado se aceitaria uma proposta da China, que tem levado diversos jogadores brasileiros, Filipe Luís, que tem 30 anos de idade, revelou ter planos bem definidos. “Eu não iria porque tenho outros planos para a minha vida. Já tenho muitos anos de Europa, principalmente no futebol espanhol, e gostaria de me retirar aqui e seguir como técnico. Já tenho mais ou menos planejado o meu futuro, o dinheiro nunca me moveu na minha carreira e nunca vai me mover”, analisou. No entanto, ele disse entender quem aceita jogar no país orental.

“Com certeza é uma grande proposta, uma grande oferta, eles conseguem na China a estabilidade que não conseguiriam no Brasil, e só posso deseja que os jogadores que estão indo pra lá sejam felizes. É uma pena que tem muitos craques que estão jogando na China e não podem ser chamados com mais frequência pelo Dunga, e a Seleção perde com isso”, concluiu o lateral que tem sido titular com a amarelinha.