“Fim” trágico e confiança de Dunga: Felipe Melo merece nova chance na Seleção?

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2015 16h38
DURBAN, ÁFRICA DO SUL, 25-06-2010: Futebol - Copa do Mundo, 2010: Brasil 0 x 0 Portuga: o jogador Felipe Melo durante execução do hino nacional antes da partida contra Portugal pela primeira fase da Copa do Mundo 2010, no estádio Moses Mabhida, em Durban (África do Sul). (Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress, ESPORTE)O volante Felipe Melo foi bem na Seleção Brasileira

O técnico Dunga, ao ser perguntado nesta terça-feira (01) sobre a possibilidade de convocar o meia Paulo Henrique Ganso, respondeu que há outros jogadores na frente do são-paulino e citou um velho conhecido seu. “Já o Felipe Melo está num bom momento na Inter de Milão. Sair da Turquia deu a ele uma motivação nova”, disse o treinador.

Agora vem a pergunta: será que o volante merece uma segunda chance na Seleção Brasileira? Para responder a essa pergunta, o Jovem Pan Online relembra como foi a passagem do jogador pela Seleção.

Bom desempenho e ascensão rápida

Felipe Melo foi convocado para defender o Brasil contra a Itália em 10 de fevereiro de 2009, em amistoso. Como sua atuação agradou, o volante garantiu vaga para jogar as Eliminatórias. Quando chegou a Copa das Confederações, no meio do ano, já era titular absoluto. O estilo de jogo lembrava bastante o do próprio Dunga: muita garra e dedicação, marcação firme e certa qualidade com a bola nos pés. Essa identificação pode ter ajudado o volante a cavar seu espaço, mas não exclui o fato de que suas atuações foram consistentes.

Por mais que fosse inquestionável por parte de Dunga, Felipe Melo ainda era alvo de críticas de parte da torcida brasileira. Para ela, o camisa 5 era excessivamente defensivo e violento (algo que se provou verdade na partida mais importante dele na Seleção). Os números jogavam a seu favor: na primeira fase da Copa do Mundo de 2010, o volante foi o jogador com maior porcentagem de acerto de passes (97%). Isso numa competição que contava com craques como Sneijder, Xavi, Iniesta, Messi, Ozil etc.

A velocidade terrível da queda

No entanto, não dá para falar da passagem de Felipe Melo pela Seleção Brasileira sem lembrar de seu jogo mais marcante por ela. E foi uma marca negativa: ele é apontado como um dos principais culpados pela eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, diante da Holanda.

O volante até começou bem, descolando um passe perfeito para Robinho abrir o placar.

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Mas, depois, Felipe Melo trombou com Júlio César no gol de empate holandês.

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E, para completar, quando o jogo já estava 2 a 1 para a Holanda, ele deu esta pisada inexplicável em Robben e foi expulso, praticamente acabando com as chances de reação da já abatida Seleção Brasileira.

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A queda foi mais rápida que a ascensão. Depois daquela partida, Felipe Melo nunca mais vestiu a camisa amarela. Pelo menos até agora.

A improvável recuperação

Para completar a má fase, Felipe Melo também teve dificuldades na Juventus, para onde havia se transferido após se destacar com a Seleção. No time italiano, jogou por apenas uma temporada (2009-2010), não agradou e foi emprestado ao Galatasaray. Porém, quando parecia que a carreira do volante entraria em decadência, ele redescobriu seu futebol na Turquia.

 

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No Galatasaray, o camisa 5 do Brasil assumiu a 10 e se tornou o dono do meio de campo. Foi campeão turco em duas oportunidades e também faturou uma Supercopa da Turquia. Ao todo, foram quatro anos defendendo os Leões, os quais lhe valeram a volta para a Itália. A Inter de Milão resolveu pagar 3,5 milhões de euros pelo passe do hoje experiente atleta de 32 anos.

 

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A idade, aliás, é um dos problemas que Felipe Melo enfrentará para voltar à Seleção Brasileira. É improvável que ele dispute a Copa do Mundo de 2018, quando terá 35 anos. Além disso, ele teria de enfrentar a rejeição de parte da torcida e da imprensa contra volantes excessivamente defensivos, como Luiz Gustavo já tem enfrentado. Jogadores mais novos e mais versáteis parecem ter a preferência, como Elias, Renato Augusto e Fernandinho. No entanto, Felipe tem a simpatia do técnico Dunga, o que já é um bom trunfo.