Advogado de Ronaldinho diz que prisão é ilegal: ‘Foram desrespeitadas as prerrogativas’

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2020 14h18
Reprodução Sérgio Queiroz é advogado de Ronaldinho Gaúcho

Sérgio Queiroz, advogado de Ronaldinho Gaúcho e de Roberto Assis, concedeu entrevista coletiva na tarde deste domingo (8), em Assunção. De acordo com o defensor, os brasileiros estão presos no Paraguai após um ato ilegal da Justiça local.

“É uma prisão ilegal pela qual estão passando os dois. Ilegal porque foram desrespeitadas, a partir de sexta-feira à noite, todas as prerrogativas processuais penais vigentes aqui no Paraguai”, afirmou o defensor.

Na conversa com a imprensa, Queiroz alegou que o irmão e empresário de Ronaldinho recebeu os documentos sem saber que eles eram falsos. A ideia da dupla seria receber a naturalização paraguaia para realizar negócios no país sul-americano.

“Eles não tinham a ciência de que os documentos eram ilegítimos. Ronaldo tem o segundo passaporte, espanhol. Ao receberem os documentos, para eles estava tudo ok. Tanto que apresentaram”, contou.

“Ambos portavam passaporte e identidades brasileiros, Ronaldo com o passaporte espanhol. Então não havia dolo, vontade de prejudicar o país ou em benefício próprio. Poderiam entrar de outra maneira no país. Não houve dolo. Houve, sim, um ilícito. Tanto que de livre e espontânea vontade apresentaram o documento, acharam que estava legal. Com isso, o promotor lançou parecer para que o processo fosse extinto e finalizado”, continuou Queiroz.

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ronaldinho algemado. Reprodução/Redes sociais

O advogado da dupla detalhou o caso e afirmou ver irregularidades no processo após a prisão preventiva de Ronaldinho e Assis.

“A promotoria disse que não poderiam ser liberados para o país. O juiz não fez uma coisa nem outra, entendeu que o processo poderia continuar, mas que não haveria motivo para permanecer em solo paraguaio, não tinha o que investigar. Os próprios admitiram. Investigar mais o que? Eles (Ronaldinho e Assis) saíram dali prontamente para pegar as malas e voltarem ao Brasil”, disse.

“Finalizada a audiência, na calada do dia, por outro promotor a qual foi atribuída a causa, o que é mais uma ilegalidade, foi requerida a prisão dos dois em caráter de plantão. E a prisão preventiva em fase de investigação. Entre a saída do foro e a ida ao hotel para buscar as malas, não levou uma hora e já estava lá a autoridade policial para detê-los. Nunca vi uma petição de cinco ou seis laudas ser elaborada em questão de 15 minutos, para dar mais tempo de 45 minutos e estar em um hotel para prender uma pessoa de novo”, concluiu.