Caça ao líder, afirmação e futuro: o que está em jogo no clássico entre Palmeiras e Santos

  • Por Jovem Pan
  • 29/09/2017 08h40
Montagem / César Greco / Ivan Stori / DivulgaçãoClássico colocará frente à frente Cuca e Levir Culpi e será uma oportunidade para Fernando Prass e Ricardo Oliveira se reencontrarem novamente

A noite de sábado (30) promete muitas emoções aos torcedores de Palmeiras e Santos. Os dois times se enfrentam no Allianz Parque, em São Paulo, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. E se não bastasse toda a tradição e rivalidade em torno de um dos maiores clássicos do futebol nacional, outros fatores estarão em jogo neste confronto.

A Jovem Pan apresenta tudo o que você precisa saber sobre o duelo e quais os motivos o deixam ainda mais importante:

Caça ao líder

Palmeiras e Santos estão no G4 do Brasileirão e uma vitória no clássico pode definir quem vai seguir na briga pelo título nacional. O Verdão é o quarto colocado com 43 pontos, um a menos que o Peixe, o segundo. Ambos estão na caça do Corinthians, que vem oscilando na competição, mas lidera com 54 pontos, faltando 13 rodadas para o fim.

O time comandado por Cuca, apesar de não conseguir mudar de posição na tabela de classificação do Brasileirão, vem em uma crescente. Nos últimos 10 jogos, desde quando foi eliminado da Copa do Brasil, o Palmeiras perdeu apenas duas partidas e venceu seis. A diferença para o líder que chegou a ser de 14 pontos, agora é de 11.

O Santos por sua vez conseguiu subir uma posição na tabela neste período. De terceiro colocado, assumiu a vice-liderança, deixando o Grêmio para trás. No entanto, nos últimos 10 jogos disputados, o Peixe venceu apenas três. O time comandando por Levir Culpi é o quarto que mais empatou no Brasileirão – ao todo são oito resultados iguais.

Autoafirmação

Palmeiras e Santos tentam curar as feridas causadas pelo Barcelona-EQU na Libertadores da América. E o Brasileirão é a única competição que resta aos times para tentarem dar a volta por cima na temporada. Vencer o clássico pode significar, além de se manter vivo na briga pelo título, a autoafirmação para alguns jogadores.

Devido à obsessão pela competição continental, o Palmeiras investiu milhões em seu elenco. Bruno Henrique, Guerra, Borja e Deyverson ainda não conseguiram corresponder à expectativa criada pela diretoria e, principalmente, pelos torcedores. O clássico diante do Santos pode ajudar os jogadores a mudarem essa imagem.

No Santos a situação é um pouco diferente. O time não fez grandes investimentos como o rival e os poucos jogadores que chegaram, caso de Bruno Henrique, foram bem. No Peixe, quem precisa mostrar serviço são os remanescentes dos últimos anos, em especial Ricardo Oliveira. O atacante não faz boa temporada e pode estar disputando seu último clássico com o Verdão.

Números em campo

A bola ainda não rolou, mas para o Palmeiras o duelo contra o Santos será histórico. O clube alviverde disputará seu milésimo clássico paulista. Com um retrospecto favorável diante dos rivais Corinthians, São Paulo e Santos, o Verdão espera aumentar a vantagem. Em 999 clássicos disputados, o time venceu 367 jogos, empatou 295 e foi derrotado em 337 oportunidades.

O clássico contra o Santos será histórico também para um jogador: Dudu. Diante do Santos, o camisa 7 vai completar 150 jogos pelo clube alviverde. E curiosamente, o Peixe é a principal vítima do atacante: em 11 jogos, Dudu marcou três gols. O duelo mais especial para o atacante e, principalmente para a torcida, foi a final da Copa do Brasil de 2015, quando balançou a rede duas vezes.

Polêmicas recentes

O primeiro confronto entre Palmeiras e Santos aconteceu em 1915. A rivalidade é centenária e os times passaram a reviver os melhores momentos deste confronto nas últimas temporadas. Em meio a polêmicas, provocações e brigas por títulos, Verdão e Peixe protagonizaram grandes embates recentemente.

Campeão Paulista em 2015 (sobre o rival) e 2016, o Santos foi vice do Palmeiras na Copa do Brasil de 2015 e Brasileirão em 2016. Neste período, Ricardo Oliveira, pelo Peixe, e Fernando Prass, pelo Verdão, trataram de apimentar a rivalidade. Lucas Lima, nas redes sociais, e Felipe Melo, no pós-jogo, também não deixaram por menos e se envolveram em polêmicas.

Futuro do comandante

Levir Culpi chegou ao Santos em junho. Com contrato de seis meses, sua missão era levar o Santos o mais longe possível na Libertadores. O bom início fez com que a torcida sonhasse com o título, mas o time parou nas quartas de final, quando a classificação estava praticamente garantida. O trabalho do treinador passou a ser questionado desde então. O resultado do clássico pode interferir em seu futuro.