CBF não permite que São Bernardo substitua São Caetano na Série D

  • Por Jovem Pan
  • 23/04/2020 20h30
Reprodução São Bernardo chegou a anunciar que disputaria o Brasileirão, mas CBF vetou a possibilidade

O São Bernardo até que tentou – mas a alegria de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro pela primeira vez durou pouco. Após pleitear junto à Federação Paulista de Futebol (FPF) a vaga para representar o estado no lugar do São Caetano, que desistiu da competição, o clube não poderá concretizar a inscrição, já que a CBF tem outro entendimento sobre a situação.

Para a entidade máxima do futebol brasileiro, a desistência do São Caetano configura abandono da competição, o que não permite a entrada de um substituto. Desta forma, a Série D será disputada com um time a menos que o estipulado inicialmente – 67, sem nenhum ingressante.

Entre outras coisas, a medida serve como um alerta para outras equipes que planejassem ingressar na competição, caso os representantes de seus Estados alegassem não ter condições de disputar. Isso já ocorreu no passado – inclusive com interferências políticas, notadamente, nas regiões norte e nordeste.

Presidente do São Bernardo, Felipe Cheidde se reuniu com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, em São Paulo, e manifestou seu interesse em herdar a caga do rival da região do ABC Paulista – O clube, inclusive, postou em uma rede social que disputaria o campeonato. A posição da CBF no fim da tarde, no entanto, acabou com a possibilidade.

Em princípio, o cartola acreditava que ficaria com a vaga por direito após ter sido quarto colocado na Copa Paulista de 2019, atrás do São Caetano (campeão), XV de Piracicaba (vice e que disputou a Copa do Brasil) e do Mirassol, que já tinha assegurado seu lugar na Série D por sua campanha no Paulistão 2019.

A troca não causaria prejuízo a ninguém, porque a competição ainda nem tem data definida para começar. A opção por limitar o número de participantes, poderia significar uma economia para a CBF, já que cada clube que disputa a Série D receberá R$ 120 mil de apoio pelos prejuízos causados pela pandemia de coronavírus, além de auxílio de logística, transporte, alimentação e hospedagem.

* Com Estadão Conteúdo

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