Conmebol diz que América do Sul é favorita para sediar Copa do Mundo de 2030

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2019 12h46 - Atualizado em 21/03/2019 12h46
Divulgação ConmebolDomínguez vê potencial em candidatura conjunta

Presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez acredita que a América do Sul vai sediar a Copa do Mundo de 2030. Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile vão se juntar para formar uma candidatura, que pode se tornar favorita na disputa, segundo Domínguez.

“Se nós, como uma confederação, e os respectivos países fizermos bem o nosso trabalho, seremos os favoritos para sediar a Copa”, afirmou Domínguez, em entrevista veiculada pelo canal de notícias CNN.

Na última quarta-feira (20), em um evento realizado em Buenos Aires, a candidatura conjunta dos países sul-americanos foi relançada, pelo fato de que o Chile confirmou apenas recentemente que se juntaria a uruguaios, argentinos e paraguaios nesta missão de conseguir receber o Mundial de 2030.

A cerimônia serviu para oficializar esta integração dos chilenos a esta candidatura e contou com a presença dos presidentes de cada um dos países: Mauricio Macri (Argentina), Tabaré Vázquez (Uruguai), Mario Abdo (Paraguai) e Sebastián Piñera (Chile). Alejandro Domínguez também participou do evento.

A tendência é a de que os sul-americanos tenham como rivais mais duas candidaturas conjuntas. A Inglaterra já indicou que será postulante ao lado de Irlanda do Norte, País de Gales, Escócia e Irlanda. A outra deve ter Bulgária, Grécia, Romênia e Sérvia. Há ainda a possibilidade de o Marrocos se candidatar, após ser derrotado na eleição do ano passado para o Mundial de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá.

Copa América de 2020

Domínguez também comentou sobre a Copa América de 2020 e reforçou que os jogos do torneio serão realizados em dois países do continente, diferentemente do que ocorrerá entre os dias 14 de junho e 7 de julho deste ano, quando o Brasil abrigará sozinho a próxima edição do torneio continental.

“É importante ter em mente que a decisão é baseada na capacidade do país para sediar um campeonato como este, os estádios disponíveis, a conectividade; uma junção de fatores que possibilita uma organização do nível que planejamos para esta edição do campeonato sul-americano”, afirmou.

Já ao abordar o fato de que a Conmebol rejeitou a proposta dos Estados Unidos de organizar a Copa América de 2020, o dirigente enfatizou que o projeto apresentado pela Federação Norte-Americana de Futebol (USSF, na sigla em inglês) ainda é considerado inviável de ser concretizado. A entidade propôs de a competição reunir 16 nações, sendo dez da América do Sul e outras seis melhores das Américas Central e do Norte (Concacaf)

“A possibilidade de organizar uma Copa América com 16 seleções dependerá do que poderia gerar em termos de nível de competição e renda para as federações filiadas (à Conmebol). Estamos avaliando”, revelou.

Com Estadão Conteúdo