Autor de gol na Arena, atacante do Guaraní relembra ‘menosprezo’ de diretor do Corinthians: ‘Sangue ferveu’

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2020 15h59
Divulgação/Ag. Corinthians

O torcedor do Corinthians vai ter a chance de começar a afastar um fantasma que o persegue há quase cinco anos na próxima quarta-feira (5). O Timão encara o Guaraní (PAR), em Assunção, no jogo de ida da segunda fase da Conmebol Libertadores. O clube paraguaio é o mesmo que eliminou o Alvinegro nas oitavas de final em 2015, em plena Arena, após uma infeliz frase do ex-diretor de futebol do Corinthians, Sergio Janikian.

À época, após o sorteio dos confrontos das oitavas de final, Janikian afirmou que o Corinthians enfrentar o Guaraní seria um “presente de Deus”. A frase, obviamente, não caiu nada bem dentro do clube paraguaio e deu um ânimo a mais para os jogadores no confronto. Em contato com o Globo Esporte, Fernando Fernandéz, autor do gol da vitória do Guaraní por 1 a 0 dentro da Arena Corinthians, relembrou o caso.

“Foi muito difícil porque todos nos tratavam como uma equipe pequena, quase de categoria inferior. Saiu um vídeo de um gerente, algum diretor dizendo “que sorte que vamos enfrentar o Guaraní e não outra equipe”. Então, isso nos motivou e nos encheu de força, nos levantou para ganhar. Quando vimos esse vídeo, nosso sangue ferveu, como dizem por aqui. E por isso queríamos ganhar, para mostrar que não éramos um time pequeno. Se não ganhássemos, pelo menos queríamos mostrar que éramos fortes e que não seria fácil para eles”, afirmou o atacante.

Fernandéz é titular absoluto do Guaraní e um dos principais ídolos da equipe. O atacante saiu do clube paraguaio para o futebol mexicano e retornou no meio do ano passado. Já são 76 gols com a camisa amarela e preta. Um dos mais importantes foi justamente contra o Corinthians, que sacramentou a eliminação do time comandado por Tite e que se sagraria campeão brasileiro meses depois.

“Eu recebi a bola no meio, abri na direita para o De La Cruz, que voltou para o meio para o Ivan González. Ele bateu de primeira na bola, ela sobrou para mim. Dominei no peito, vi que o goleiro estava saindo e coloquei perto da trave”, relembrou.