Carille quer Corinthians com centroavante, mas time precisa de readaptação

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2018 09h20
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians Corinthians abusou de cruzamentos para Roger

Em 2018, a melhor fase do Corinthians foi quando o técnico Fábio Carille escalou o time sem um centroavante. A equipe fez boas partidas contra Palmeiras, Independiente (fora de casa) e Paraná, por exemplo. Mas agora ele quer montar a equipe com um jogador de área, Roger. E na primeira partida que ele atuou, surgiu um alerta: o Timão pode precisar de uma readaptação a esse estilo de jogo, pois insistiu em jogadas que não deram certo.

Até o fim de 2017, o Corinthians jogou com um centroavante, Jô, que foi muito importante para o título do Brasileirão. Ele foi vendido para o futebol japonês e não houve uma reposição imediata. Carille tentou usar outros jogadores na área, como Kazim, Junior Dutra e Emerson Sheik, mas nada deu certo.

Roger é a nova aposta, mas há um problema: ele não pode jogar na Copa do Brasil, por ter defendido o Internacional, e nem na fase de grupos da Copa Libertadores, por não ter sido inscrito inicialmente. Só jogará na competição sul-americana se o Timão avançar às oitavas de final.

Carille lamenta e dá indícios de que deve utilizá-lo com frequência no Brasileirão pelo menos: “sei que não posso usar o Roger na Copa do Brasil e nem na Libertadores. Aí muda o posicionamento. É um jogador de área, que a gente gosta. Espero passar de fase na Libertadores para usar”.

Mas Roger pode virar problema, não a solução. Basta ver que, no empate com o Ceará, o time abusou de cruzamentos para querer aproveitar a altura dele. Segundo números divulgados pela Footstats no Twitter, foram 40 ao todo, muito mais que em outras partidas recentes. O Ceará conseguiu afastá-lo na maioria das vezes.

No melhor cruzamento que o Corinthians acertou, Roger errou feio, no final do 2º tempo. Ele saiu se cobrando: “não pode perder um gol como aquele que perdi, óbvio que não. Difícil, a gente quer caprichar demais. É só acertar a m… do gol”. Mas o lance só mostra como o Corinthians não pode apostar demais em Roger e nos cruzamentos na área.