Corinthians faz acordo para redução de salários dos funcionários em até 70%

  • Por Jovem Pan
  • 29/04/2020 16h43
Marco Galvão/Estadão ConteúdoAndrés Sanchez, presidente do Corinthians

O Corinthians comunicou nesta quarta-feira que vai reduzir os salários de funcionários que ganham mais de R$ 3 mil em até 70%.

Segundo a Gazeta Esportiva, os benefícios dos trabalhadores também serão modificados. A jornada e o vale-refeição serão adequados na mesma proporção, e, para quem está em regime home office, o vale transporte será suspenso temporariamente. O convênio médico e odontológico, além do vale alimentação, seguem sem alterações.

A medida é baseada na MP 936, anunciada pelo governo para possibilitar que empresas diminuam jornadas e salários durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, e deve atingir majoritariamente quem no clube não está trabalhando em virtude da paralisação dos campeonatos.

Os funcionários que seguem com a jornada via home office terão negociação diferente. O percentual de redução será de até 50%.

Em um comunicado divulgado internamente, o clube informa que a determinação vale de 01/05 a 31/05, podendo ser suspensa caso as atividades voltem ao normal antes da data – o que é pouco provável, diante do crescente número de casos e vítimas da covid-19 no país.

Toda a negociação foi feita com anuência dos sindicatos que regem as profissões dos trabalhadores do clube – o Sindicato dos Empregados de Clubes Esportivos e em Federações, Confederações e Academias Esportivas no Estado de São Paulo (Sindesporte) e Sindicato dos Profissionais de Educação Física de São Paulo e Região (Sinpefesp).

O clube se comprometeu ainda a auxiliar os funcionários na solicitação do Benefício Emergencial, pago pelo Governo Federal. O pagamento é realizado passados 30 dias do acordo celebrado, também de acordo com a MP 936.

Durante o mês de abril, o clube, que têm folha salarial avaliada em mais de R$ 12 milhões, antecipou férias coletivas e individuais. Recentemente, o presidente Andrés Sanches afirmou à imprensa que o Corinthians já havia perdido 70% de suas receitas durante da crise.