Segunda passagem de Carille pelo Corinthians tem escassez de gols e defesa mais vazada

  • Por Jovem Pan
  • 16/05/2019 17h03
Daniel Augusto Jr./Agência CorinthiansFábio Carille tem passagem mais complicada pelo Corinthians

Depois de ser campeão brasileiro e bicampeão paulista, Fábio Carille se transferiu no meio de 2018 para o Al Wehda. Um semestre depois, o treinador volto ao Corinthians para a atual temporada cheio de prestígio e apontado como o principal reforço alvinegro do ano. Porém, dentro de campo, o desempenho da equipe não está fazendo jus.

O Corinthians de 2017 de Fábio Carille era praticamente uma fortaleza. Pablo, Balbuena, Fagner e Guilherma Arana formavam a base de sustentação defensiva do time. Dois anos depois, o lateral-direito é o único remanescente daquela linha. A nova dupla de zaga, formada por Manoel e Henrique, não inspira tanta confiança. Já o lateral-esquerdo Danilo Avelar foi por muito tempo o jogador mais perseguido do elenco, mas parece ter dado a volta por cima e é um dos mais regulares da equipe.

Mas as mudanças entre os times de Fábio Carille em sua primeira e segunda passagem não são apenas de nomes. Em números, o desempenho está bem abaixo do esperado. Em 31 jogos na temporada, o Corinthians já tomou 27 gols. Em termos de comparação, em 2017, o Timão precisou de 50 jogos no ano para ser vazado 27 vezes.

O vigésimo sétimo gol tomado pelo Corinthians na atual temporada aconteceu no dia 15 de maio, na derrota para o Flamengo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Já no ano do título brasileiro de 2017, o gol de número 27 contra foi apenas na 22ª rodada do Brasileirão, no dia 26 de agosto, na derrota contra o Atlético-GO.

Na atual temporada, o Timão já tomou 27 gols, em 31 jogos, média de 0,87 gol por jogo. Em 2017, a média foi melhor: 0,69 gol por jogo. O time foi vazado 47 vezes, em 68 jogos.

Ataque também é problema

Mas os problemas na segunda passagem de Carille não ficam apenas na defesa. O ataque em 2019 também tem números piores, se comparado com 2017. Apesar de ter três atacantes reconhecidamente com faro de gol – Boselli, Vagner Love e Gustagol -, o time atual tem média pior. Em 31 jogos no ano, o Timão marcou 33 gols, média de 1,06 gol por jogo.

Com Jô no comando de ataque, em 2017, o Corinthians precisou de 28 jogos para marcar 33 gols, três a menos do que na atual temporada. Naquele ano, o Alvinegro terminou o ano com 87 gols marcados, em 68 jogos, média de 1,27 gol por jogo.