Visita de Ricardo Rocha a vestiário de árbitro gera atrito entre Raí e Andrés

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2018 14h08
Montagem sobre fotos/Estadão ConteúdoRaí (esq.) é coordenador de futebol do São Paulo. Já Andrés Sanchez (dir.) é o presidente do Corinthians

O clássico entre Corinthians e São Paulo foi disputado no último sábado, em Itaquera, mas ainda não acabou. Pelo menos fora de campo. Uma visita de Ricardo Rocha, coordenador de futebol tricolor, ao vestiário da arbitragem minutos antes da partida causou polêmica e motivou um atrito entre dirigentes dos dois clubes após o clássico.

Criticado por ter ignorado um gol legítimo de Danilo e um suposto pênalti sobre Romero ainda no primeiro tempo do Majestoso, o árbitro Rodolpho Toski Marques relatou na súmula a presença de Ricardo Rocha no vestiário da arbitragem pouco antes da partida. Segundo Toski, o dirigente são-paulino foi ao local “com o objetivo de cumprimentar e desejar sucesso para a arbitragem”.

Na mesma súmula, o juiz relatou que Alessandro Nunes, gerente de futebol do Corinthians, também foi ao vestiário da arbitragem, mas após o jogo, “com o objetivo de pedir desculpas por qualquer ato exagerado que pudesse ter ocorrido”.

As duas visitas foram autorizadas pelo inspetor da partida. Mesmo assim, a conversa de Ricardo Rocha com Toski antes do clássico foi criticada por Andrés Sanchez, presidente do Corinthians. “Tinha diretor do São Paulo antes do jogo também. Não sei. Dez minutinhos, mas né, coisa normal”, afirmou o dirigente, de forma irônica.

Questionado a respeito do fato após o clássico, Raí, diretor-executivo do São Paulo, rebateu o mandatário alvinegro. “Esse é um jogo de palavras midiáticas do Andrés. O Ricardo Rocha cumprimenta, não só o árbitro, mas os adversários em todos os jogos. Ficou conversando 20 minutos antes do jogo com o próprio Andrés. Contra o Flamengo, conversou com o Dorival. É cordialidade, apenas”, esclareceu.

As reclamações do Corinthians contra a arbitragem do clássico diante do São Paulo foram motivadas por três lances específicos: a não-validação de um gol legítimo de Danilo, a não-marcação de um suposto pênalti de Bruno Peres sobre Romero e a expulsão de Ángelo Araos. Todas as jogadas aconteceram ainda no primeiro tempo. Válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, a partida terminou empatada por 1 a 1.