De Ceni a Maradona: relembre ídolos que fracassaram como treinador

  • Por Carlos Manoel/Jovem Pan
  • 03/07/2017 16h45 - Atualizado em 12/06/2019 07h51
Seedorf, Leão, Fernandão e Maradona são alguns exemplos de ídolos que não repetiram o sucesso do campo no banco de reservas

Ídolo da torcida, maior goleiro do clube, 18 títulos conquistados. A história do mito Rogério Ceni no São Paulo é brilhante. Mas, para tristeza do torcedor são-paulino, o mesmo não pode se dizer de sua passagem pelo clube como treinador. Nesta segunda-feira (3), o ex-goleiro deixou o cargo, após 34 partidas disputadas, sendo 14 vitórias, 11 empates e nove derrotas.

O fracasso de um ídolo no comando técnico de sua equipe não é exclusividade de Rogério Ceni. No mundo da bola existem muitos exemplos de jogadores que marcaram época com a camisa dos clubes, mas que não alcançaram o mesmo sucesso à beira do gramado. A Jovem Pan relembra oito ídolos que fracassaram na carreira de treinador. Confira:

Zé Maria (Corinthians)

Um dos maiores ídolos corintianos, o ex-lateral entrou em campo em 598 oportunidades, conquistando quatro campeonatos estaduais (1977, 1979, 1982 e 1983). Em 1983, antes mesmo de se aposentar, foi eleito pelos companheiros como treinador do time. Passou longe dos títulos. Foram apenas oito jogos, com três vitórias, três empates e duas derrotas.

Leão (Palmeiras)

617 jogos com a camisa do Palmeiras, segundo atleta que mais vezes defendeu o clube, tricampeão brasileiro (1969, 1972 e 1973). Emerson Leão é ídolo alviverde, mas não conseguiu repetir o grande momento vivido sob as traves no banco de reservas. Teve duas breves passagens como treinador, entre 1989-1990 e 2005-2006.

Coutinho (Santos)

Coutinho foi apontado com um dos melhores companheiros que Pelé já teve. O atacante atuou 12 anos pelo Santos, de 1958 a 1970, conquistando 19 títulos e marcando 370 gols, em 457 partidas. Em 1981, sete anos após pendurar as chuteiras, Coutinho assumiu o Santos de forma interina e não obteve sucesso. O mesmo aconteceu em 1995.

Pablo Forlan (São Paulo)

Rogério Ceni não é o primeiro ídolo a fracassar na carreira de treinador no mundo da bola, nem no São Paulo. Pablo Forlan, pai do ex-atacante Diego Forlan, defendeu o Tricolor por cinco anos (1970 a 1975). Em 1990, assumiu o cargo de treinador no clube, mas durou apenas quatro meses, após ser eliminado no Paulistão e um péssimo início no Brasileirão.

Júnior (Flamengo)

Campeão Carioca, Brasileiro, da Libertadores e do Mundial como jogador, Júnior é considerado pelo flamenguistas com um dos maiores ídolos da história rubro-negra. Em 1993, após encerrar a carreira, assumiu o comando técnico do clube carioca, mas não conseguiu repetir o mesmo destaque. Dirigiu o Flamengo em 54 jogos até 1994. Em 1997 voltou e ficou apenas 23 jogos.

Fernandão (Internacional)

Responsável por levantar a taça do mundial de 2006, Fernandão é lembrado até hoje pelos colorados. Gols e títulos marcaram sua passagem pelo Beira-Rio, entre 2004 e 2008. Em 2012, quando era diretor executivo do Internacional, acabou sendo confirmado como treinador. Ficou apenas quatro meses no cargo e teve um aproveitamento de apenas 44% dos pontos.

Seedorf (Milan)

O holandês atuou por uma década pelo Milan. Bicampeão Italiano e da Liga dos Campeões, Seedorf é um dos grandes ídolos Rossoneri. Em 2014, após boa passagem pelo Botafogo decidiu encerrar a carreira e voltou para a Itália. Comandou o Milan, mas não conseguiu agradar torcedores e diretores. Foi demitido depois de 22 jogos.

Maradona (Argentina)

Considerado “Deus” pelos argentinos, Maradona ajudou o país a conquistar o título mundial de 1986, no México. Depois de encerrar a carreira, em 1997, e superar os problemas extras-campo, o meia-atacante foi convidado para dirigir a seleção nacional em 2008. Levou a Argentina para a Copa do Mundo de 2010, mas decepcionou ao cair nas quartas de final para a Alemanha.