Diego chora ao lembrar de conversa com sobrevivente da tragédia no Flamengo

  • Por Jovem Pan
  • 12/02/2019 11h36 - Atualizado em 12/02/2019 11h37
Flamengo/ DivulgaçãoDiego chorou e disse que precisa servir de inspiração para jovens do Flamengo

Depois que aconteceu o incêndio no Ninho do Urubu, na semana passada, nenhum jogador do Flamengo deu entrevista por 4 dias. O meia Diego quebrou esse silêncio nesta terça-feira (12) e lamentou o ocorrido. Ele se emocionou na entrevista coletiva e disse que todos atletas se sentem atingidos pela tragédia, pois possuem “a alma dos meninos da base”.

Diego teve contato com Cauan Emanuel, um dos sobreviventes do incêndio, e se emocionou ao contar como foi: “ele me mandou uma foto comemorando um gol e perguntou: ‘Conhece essa comemoração? Eu me inspiro em você'”, disse Diego, antes de chorar por quase um minuto. Depois ele pediu: “temos de seguir. Seremos inspiração”.

O meia destacou que tem um sobrinho que atua pelo sub-14 do Flamengo e lembrou que o contato entre os profissionais e os jovens das divisões de base é constante. “Venho aqui em respeito a todos vocês e pessoas envolvidas nesta situação. Serei o mais honesto e transparente possível. Nosso relacionamento com esses garotos sempre foi excelente, fazem parte do nosso dia a dia”, disse.

Diego também apontou que o momento é de seguir em frente, mas assegurou que a tragédia ocorrida no Flamengo nunca será esquecida pelo elenco do futebol profissional, mesmo que em alguns momentos possam ocorrer momentos de demonstração de felicidade por situações circunstanciais.

“A emoção vai vir, nós vamos carregar essa situação. As pessoas não podem confundir quando estivermos no treino, no jogo, competindo, sorrindo em algum momento, que deixaremos de lembrar em algum momento. Carregaremos isso conosco e tem que servir de inspiração”, comentou Diego.

Além disso, Diego evitou comentar sobre possíveis problemas do Ninho do Urubu que podem ter contribuído para a tragédia. O meia, porém, apontou evolução na estrutura do CT do Flamengo nos últimos anos.

“Quando cheguei em 2016, as estruturas eram de contêineres, usei essas estruturas, e acompanhei a evolução. Não posso falar de termos técnicos. Se é o ideal ou não, não sou eu que vou dizer. O fato é que é a maior tragédia deste clube. É um momento de reflexão”, comentou.

Ainda abalado pela tragédia, o Flamengo voltará a jogar nesta quinta-feira (14), quando vai encarar o Fluminense, no Maracanã, pelas semifinais da Taça Guanabara. O time precisa de um empate para ir à final do primeiro turno do Campeonato Carioca.

Com Estadão Conteúdo