Como a Colômbia se tornou a segunda força da América do Sul

  • Por Jovem Pan
  • 05/09/2017 08h00
Seleção colombiana de James e Falcao, vice-líder das Eliminatórias da América do Sul, pode garantir vaga no Mundial da Rússia nesta terça-feira

Colômbia e Brasil voltam a se enfrentar nesta terça-feira (5), às 17h30 (horário de Brasília), no estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla. O duelo marca o encontro do líder e vice-líder das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. As duas melhores equipes do continente em ação.

Até o momento, a Seleção Brasileira é a única da América do Sul garantida no Mundial. Mas, a Colômbia está bem próxima de carimbar o passaporte para a Rússia. Para isso acontecer nesta terça, o time comandado por José Pekerman precisa vencer o Brasil, algo que parecia improvável até alguns anos – em 30 confrontos foram apenas três triunfos.

Só que a Colômbia evoluiu e passou a rivalizar com as principais seleções da América do Sul. Na Copa América de 2015, no Chile, os “Cafeteros” levaram a melhor sobre os brasileiros na fase de grupos, enquanto na Copa América Centenário, realizada no ano seguinte, os colombianos pararam apenas nas semifinais.

A Jovem Pan apresenta quatro motivos que contribuíram para o desenvolvimento da seleção colombiana e a levaram ao posto de segunda melhor equipe do continente:

Planejamento

O argentino José Pekerman assumiu o comando técnico da Colômbia em 2012, ao substituir Leonel Alvarez, que durou apenas quatro meses no cargo. Sua missão era levar os “Cafeteros” a Copa do Mundo do Brasil. Com um time rápido e objetivo, passou fácil pelas Eliminatórias e só foi parar nas quartas de final do Mundial para os donos da casa. O bom desempenho levou Pekerman a renovar seu vínculo com a seleção colombiana até 2018.

Divulgação FCF

Base definida

David Ospina, Santiago Arias, Cristián Zapata, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado, James Rodriguez e Falcao García formam a base do time comandado por José Pekerman. Os sete atuam juntos desde a última Eliminatória e o entrosamento está sendo fundamental na boa campanha dos “Cafeteros” rumo ao Mundial da Rússia. Em 15 jogos, a seleção colombiana venceu sete jogos, empatou quatro e perdeu outros quatro.

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Poder ofensivo

Um dos pontos fortes do time colombiano é o setor ofensivo. James Rodriguez, do Bayern de Munique, Juan Cuadrado, da Juventus, e Falcao Garcia, do Monaco, garantem a qualidade no meio de campo e no ataque da seleção. A Colômbia conta ainda com bons nomes entre os convocados, caso de Giovanni Moreno, do Shanghai Shenhua (China), Edwin Cardona, do Boca Juniors e Luis Muriel, do Sevilla.

Divulgação FCF

Experiência internacional

Diferente dos esquadrões que se destacaram nas décadas passadas, quando parte dos jogadores atuavam no futebol local, a atual seleção conta com atletas que brilham em grandes times do futebol internacional. James Rodrigues, no Bayern, Cuadrado, na Juventus, e Falcao, no Monaco, são alguns exemplos. Sem contar Cristian Zapata, no Milan, Carlos Sánchez, na Fiorentina, e os “brasileiros”, Yerri Mina, no Palmeiras (lesionado), e Gustavo Cuéllar, no Flamengo.